Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 04/11/2020

Síndrome de Burnout é a doença causada pelo esgotamento profissional, excesso de trabalho e/ou cobrança demasiada vinda de superiores ou inclusive de si mesmo. Esse distúrbio, que, por consequência, pode acarretar de sintomas físicos até psicológicos, tal como a depressão, é realidade para numerosa parte dos trabalhadores brasileiros.

De acordo com a International Stress Management Association (ISMA), a Síndrome de Burnout afeta cerca de 30% dos trabalhadores brasileiros, o que corresponde a aproximadamente 33 milhões de brasileiros. Essas estatísticas se devem por diversos pretextos, tais como do avanço da globalização e da ascensão do capitalismo na atualidade, que, em função disso, nos fazem viver na era do consumismo. Ter em mãos o mais novo Iphone, assistir o tão esperado Vingadores, adquirir o FIFA da última geração. Para atingir esses feitos, é necessário dinheiro, e para obter dinheiro, é necessário trabalho. Por conseguinte, a fim de atingir essas metas, muitos trabalhadores se submetem a situações de extrema pressão e cobrança, o que resulta na síndrome de Burnout.

Todavia, por trás desse que trabalhador se submete à estas condições, há empresas que permitem ou inclusive exigem isso do mesmo. Condutas abusivas onde estabelecem metas inatingíveis e sobrecarregam-os de funções inclusive fora do ambiente de trabalho, provoca a síndrome e alguns (se não todos) os seus sintomas, como insônia, enxaqueca, pressão alta, exaustão física e mental, e, como já citado, depressão.

À vista disso, cabe ao MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), agir de forma rigorosa quanto aos direitos dos trabalhadores, realizando pesquisas de maneira regular dentro de empresas e companhias, a fim de saber dos funcionários suas avaliações em relação às suas condições de trabalho e suas condições de saúde, proporcionando psicólogos e/ou os profissionais da saúde que assim necessitarem.