Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 03/11/2020
Na modernidade, diversos países precisam lidar com uma das maiores consequências da má qualidade de vida em decorrência de intensas cargas horárias de trabalho: a síndrome de Burnout. Sob essa perspectiva, Anny hathaway, estrela do filme ‘‘o estagiário’’ interpreta a personagem Jules, que demonstra inúmeros problemas relacionados à estresse, bem como dificuldade nos seus relacionamentos, devido aos desgastes e a pressão na sua empresa. Fora dos filmes, situações como essas ainda são uma realidade no Brasil e no Mundo, na medida que não são efetivas medidas para minimizar os efeitos de rotinas muito intensas. Desse modo, é possível destacar dois fatores que podem atenuar esse impacto: práticas que estimulem o autocuidado e a redução de horas na internet.
Em uma análise inicial, é preciso implementar medidas que estimulem o autocuidado. Segundo o doutor Fernando Gomes, em entrevista com Dráuzil Varela, o indivíduo com síndrome de Burnout apresenta lapsos de memória, mudanças de comportamento repentino, vícios, além de doenças como ansiedade e depressão. Dessa forma, é possível inferir que, uma consequência direta de intensas cargas de trabalho é a precarização da saúde física e psíquica. Dessa forma, como a maior parte da população precisa se submeter à rotinas desgastantes, é indispensável o auxílio de um psiquiatra ou psicólogo, já que, a ajuda desses profissionais é um excelente alicerce na formação, desenvolvimento e manutenção de gerações saudáveis. Todavia, há uma grande escassez desses profissionais no sistema de saúde, devido à procura excessiva, sendo assim, um atendimento quase que exclusivo da classe média alta.
Em segundo plano, é necessário passar menos horas nas redes sociais. No filme supracitado, Jules também enfrentava as demandas do seu trabalho fora das horas mínimas em seu contrato. Por meio de redes sociais, ela resolvia problemas da empresa em quase todos os momentos de lazer. Dessa forma, apesar das tecnologias serem um facilitador e grande mediador das relações cotidianas atuais, é difícil se dissociar do ambiente de trabalho estando sempre conectado à internet. A partir disso, as mídias sociais podem ser um grande vilão no processo de recuperação da estafa mental e do Burnout -já que as horas dedicadas ao trabalho aumentam muito- sendo indispensável medidas para reduzir o acesso.
Urge, então, que a realidade de Jules represente não mais a sociedade hodierna. Para isso, a OMS deve desconstruir o cenário de instabilidade mental, incentivando os países à adotarem políticas que viabilizam o acesso aos profissionais da saúde responsáveis pelo cuidado mental, com valores mais acessíveis às camadas populares, além de aumentar a demanda desses profissionais nos postos públicos, para o cuidado com a saúde mental ser democratizado e assim, mais efetivo.