Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 31/10/2020

É notório, na atualidade, um crescente estresse e auto cobrança relacionados ao ambiente profissional. A razão disso é a pressão e competitividade no ambiente de trabalho de uma sociedade consumista, que acaba por ficar esgotada, adquirindo Burnout. Isso não reflete apenas nos profissionais, mas também na economia, que decai com o desempenho débil.

A motivação para esse problema, tem início na Revolução Industrial, que trouxe uma realidade exigente ao local de trabalho, gerando uma vida estressante para os trabalhadores. Essa penalidade resistiu ao tempo, e assombra os profissionais ainda hoje, que tendem a ignorar suas próprias necessidades em busca de corresponder às expectativas impostas por chefes que negligenciam sua saúde mental, e muitas vezes também são acometidos pelo Burnout.

Outro fator a não ser desprezado é a competitividade no local de trabalho, grande causadora de perfeccionismo e esgotamento. A competitividade nesse ambiente veio como meio de extrair o melhor de cada profissional, ao fazê-lo comparar-se com alguém de estágio mais avançado. Contudo, teve o efeito reverso, isso só degradou ainda mais o psicológico dos empregados, forçando-os a exigir de si mesmos resultados praticamente impossíveis. Isso vem formando profissionais desmotivados, que sentem que não progridem, e dessa forma, os resultados esperados mostram-se ausentes.

Portanto, para minimizar os efeitos do Burnout e a pressão no ambiente profissional, os órgãos governamentais responsáveis pelos direitos do trabalhador, juntamente com um psicólogo do trabalho, com apoio do Governo, devem intervir, ensinando aos empregadores como incentivar o companheirismo e a importância de uma saúde mental estável, mostrando a seus empregados bons hábitos para cultivá-la. Assim, os trabalhadores irão sentir-se mais motivados, e dessa forma, a economia alavancará e o Burnout poderá entrar em regresso.