Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 02/11/2020

Segundo pesquisadores, é sabido que, durante o Fordismo, as máquinas ditavam o ritmo das atividades e, assim, os funcionários trabalhavam de forma desumana e se sentiam exaustos no fim do expediente. Contudo, apesar de inúmeras evoluções, ainda hoje é possível notar situações semelhantes a dos trabalhadores da 2º Revolução Industrial. Dessa maneira, em razão do constante aumento da ansiedade na população brasileira e em virtude das cobranças e expectativas que são colocadas no indivíduo desde a infância, surge um problema complexo, que precisa ser revertido.

Primeiramente, é preciso salientar que o crescimento dos casos de pessoas com ansiedade é uma causa latente do problema. Devido a sociedade capitalista presente no Brasil, as empresas visam o lucro máximo e, com isso, muitas vezes não se preocupam com a saúde mental de seus funcionários. Diante disso, verifica-se um ato desrespeitoso e indevido, que faz com que essa problemática não seja solucionada.

Ademais, outra causa para a configuração do problema é o fato de existir uma cobrança externa. Dado que, desde o começo da vida escolar o indivíduo é ensinado a estudar muito para ser aprovado futuramente em uma universidade, ele aprende a sempre se esforçar, mesmo que isso custe sua saúde física e mental. Logo, assim como dizia Edgar Morin, para ter uma mudança de pensamento e atitudes, precisa mudar a educação.

Dessa forma, os chefes das empresas devem adotar medidas que proporcionem saúde mental estável aos funcionários, como flexibilidade de metas, massagens diárias e terapias semanais, realizadas na própria empresa, para que assegurem o bem-estar dos trabalhadores. Simultaneamente, os membros das escolas, juntamente com os pais dos alunos, necessitam ensinar sobre a importância de ter momentos de lazer, por meio de palestras e debates sobre o assunto, com o intuito de ajudar as pessoas e reduzir os casos de Síndrome de Burnout no Brasil.