Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 11/11/2020
Depressão. Insônia. Pressão alta. Esses são alguns dos sintomas da síndrome de Burnout, ocasionada pelo excesso de trabalho.Embora seja pouco discutida, de acordo com a International Stress Management Association, 30% dos trabalhadores do país sofrem desse mal. Assim, se faz urgente identificar de que modo a atual crise de mercado, bem como a visão ultrapassada do trabalho propicia a manifestação dessa síndrome.
A vida de muitos brasileiros é composta de, altas cargas horárias de trabalho, baixa remuneração, sendo necessário desempenhar outros serviços para complementar a renda.Essa realidade exaustiva, de acordo com os dados de 2019 do IBGE, acomete 41% da população ocupada no país, o que é problemático, uma vez que o mercado informal não segue as legislações trabalhistas, assim, favorece ambientes de abuso e excesso no serviço, e com isso, o desenvolvimento de Burnout e seus males.
Além disso, a lógica empresarial brasileira é muito ultrapassada ao dissociar o bem estar do empregado com a produtividade.Tal relação pode ser identificada em uma experiência realizada na suécia, em 2015, constituída pela redução da jornada de trabalho de 8, para 6 horas, sem redução salarial. Após um ano, o formato trouxe aumento na produção, devido a melhoria de vida alcançada, ao se ter mais tempo para os prazeres pessoais, que são essenciais para combater a síndrome do esgotamento do trabalho.
Logo, é dever do governo reduzir o índice de informalidade, por meio do aumento salarial, além de garantir as necessidades básicas da população mais empobrecida, como cestas básicas, para que ninguém trabalhe além das horas previstas por lei e tenha a saúde seja comprometida. Também, cabe às grandes empresas priorizar a saúde dos funcionários, ao facilitar o acesso a consultas médicas e psicológicas,além de reduzir a carga horária.Tudo isso para promover o autocuidado, necessário contra a síndrome de burnout.