Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 04/11/2020
Burnout para escanteio
As relações trabalhistas atuais têm sua gênese na Revolução Industrial, momento a partir do qual muitas mudanças ocorreram, como, por exemplo, o aumento da carga horária de trabalho. Em consequência, as empresas e o mercado aplicam hoje uma busca contínua por produção e enriquecimento, afetando o comportamento dos seus profissionais.
Ademais, neste enredo, é possível notar também uma crescente exigência nos perfis curriculares, induzindo cada vez mais a necessidade de aprimoramento e dedicação do trabalhador. Adicionando a esse ponto, o afã de crescimento econômico e reconhecimento profissional, presente em algumas pessoas, tem-se, portanto, mais dois reagentes importantes na formação de produtos desagradáveis que são as síndromes e os esgotamentos físico e mental.
Portanto, para um cenário com elementos tão diversificados e complexos como estes, é importante iniciar, sobretudo, com ações que promovam a autorreflexão, porque é preciso que cada profissional possa reconhecer que está em “Burnout”. Esse reconhecimento é o primeiro passo, pois como disse o poeta Pablo Neruda “Você é livre para fazer suas escolhas, mas é prisioneiro das consequências”.
Deste modo, se faz necessário uma propagação de campanhas com foco na saúde mental, na auto-análise, sejam elas veiculadas na mídia ou mesmo dentro das empresas. O bem estar do ser humano, empregado ou patrão, precisa ser visto como pré-requisito para uma carreira de sucesso. Com essas ações, espera-se desenvolver uma nova cultura, na qual a valorização seja da porção humana do trabalhador em detrimento da parcela máquina.