Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 04/11/2020

A sociedade brasileira vive um paradoxo: os interesses individuais se sobrepõem aos anseios coletivos. Em um cenário assim, é de se salientar a necessidade de uma mudança no âmbito trabalhista, em que devido ao excesso de trabalho e pressão os profissionais ficam exaustos. Isso ocorre, em grande medida, porque as transformações ocorridas no Brasil fomentam discussões exaltadas acerca da busca incessante por aumentos econômicos, bem como a respeito da falta de autocuidado dos operários.

É de fundamental importância pontuar, de início, que as aspirações por economias cada vez maiores podem levar os profissionais a terem esgotamentos físicos e psicológicos, distúrbio chamado Síndrome de Burnout. Nesse ponto, pesquisas realizadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), podem afirmar que cerca de 33 milhões de pessoas sofrem com essa Síndrome, podendo agravar os casos e gerar outras doenças. Dessa maneira, a busca por ganhos financeiros necessita de um equilíbrio com o lazer, pois o cansaço físico e mental abre espaço para novas doenças como a obesidade, depressão e ansiedade.

Paralelo a isso, é válido pontuar, ainda, que o autocuidado é extremamente importante para os trabalhadores, uma vez que esses sofrem pressão e cobranças excessivas diariamente. O problema d a Síndrome de Burnout, aliás, não é uma questão simples, pois impacta diretamente o psicológico do indivíduo e quando esse não possui o autocuidado e um bom gerenciamento de emoções, ele pode vir a ter problemas físicos também. Dessa forma, o autocuidado é reconhecer os limites próprios e saber se portar perante as situações  que exigem esforços mantais e físicos. Vale lembrar da frase do filósofo Confúcio que diz: " O homem joga sua saúde fora para conseguir dinheiro; depois, usa o dinheiro para reconquistá-la".

Evidencia-se, portanto, que o esgotamento profissional constitui um obstáculo para a consolidação de uma boa saúde. Nesse sentido, é fundamental priorizar o pensamento ante a exploração trabalhista, para que haja autocuidado e consequentemente sanidade mental. Para isso acontecer, urge que o Ministério da Saúde promova ações de lazer e esporte de forma que os trabalhadores possam equilibrar melhor a saúde com a vida profissional. Isso pode ser feito com profissionais da área da educação física para garantir boa qualidade na atividade proposta. Além disso, é necessário que as empresas contratem psicólogos para ajudarem os profissionais à gerenciarem melhor os problemas profissionais, com intuito de melhorar a qualidade de vida desses. Quem sabe assim, com essas medidas, o Brasil consiga diminuir os casos de distúrbios relacionados à área trabalhista.