Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 04/11/2020
Acordar, ir ao trabalho, voltar para casa, dormir. Esse é o resumo da rotina de grande parte dos brasileiros que direcionam toda a sua energia para sua vida profissional. Com essa rotina agitada de muita pressão, muitas vezes por causa de metas e cobranças de seus superiores que visam apenas o lucro e não bem estar de seu funcionário, o trabalhador acaba se esquecendo de que precisa cuidar de si mesmo e descansar, fazendo com que outro personagem apareça no cenário, a síndrome de Burnout.
A síndrome de Burnout é um desgaste que prejudica os aspectos físicos e emocionais da pessoa, levando ela a um esgotamento profissional que, consequentemente, causará problemas psicológicos, como por exemplo, a depressão e ansiedade. Tal desgaste está diretamente ligado com a pressão sob o funcionário que afeta sua autoconfiança fazendo com que a situação se agrave. Segundo o cálculo do International Stress Management Association (ISMA) de 2010, a falta de produtividade causada pela exaustão no trabalho gerou prejuízo de 3,5% no PIB brasileiro. Fazendo uma analogia ao tema, tal prejuízo vai de contrapartida com o pensamento das empresas em que quanto maiores as metas e mais trabalho, mais lucro elas terão, logo, tornando evidente que o trabalho sob pressão só causará malefícios aos trabalhadores e empresários.
Além disso, cerca de 30% dos trabalhadores brasileiros sofrem da síndrome, de acordo também com a International Stress Management Association (ISMA). Ressaltando novamente como a pressão e o trabalho excessivo afeta os trabalhadores brasileiros.
Fica evidente que o excesso de trabalho afeta diretamente na saúde mental e na produtividade do profissional. Portanto, a fim de reverter esse cenário, o Ministério da Saúde em conjunto com o Ministério do Trabalho deve fornecer psicólogos capacitados para as empresas e organizar palestras para a conscientização sobre os malefícios da carga de trabalho excessiva e do trabalho sob pressão. Também as empresas devem criar uma forma de conciliar o lazer com o trabalho, construindo salas de recreação com jogos, vídeo games e também estimular na criação de grupos para a prática da atividade física, como por exemplo, a organizar times para jogos de futebol e entre outros esportes. Por consequência, a síndrome de Burnout não irá ser um problema tão presente na sociedade contemporânea e o ambiente trabalho se tornará um lugar não de problemas mas sim de aprendizado e lazer.