Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 04/11/2020

Segundo o filósofo John Stuart Mill, o homem é soberano sobre seu próprio corpo e mente. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o filósofo prega, uma vez que as doenças psicológicas ocupam cada vez mais espaço, sobretudo na vivência de estudantes e profissionais principalmente da área da saúde, o que descreve a síndrome do esgotamento profissional chamada de Burnout. Nesse sentido, por referir-se de saúde pública, analisar seriamente as raízes e os frutos dessa problemática é medida que se faz imediata.

Precipuamente, é fulcral pontuar que segundo a pesquisa da International Stress Management Association o Brasil ocupa o segundo lugar no ranking de trabalhadores mais estressados do mundo, com 33 milhões que sofrem com a síndrome de Burnout. Nessa perspectiva, os profissões que são exigidas altas taxas de responsabilidades são os mais afetados, além disso, muitos destes não se desligam do trabalho, levando assuntos para casa e se sobrecarregando com a jornada, causando estresse e exaustão, podendo evoluir para outras doenças psicológicas.

Ademais, é imperativo ressaltar as instituições de trabalho como promotoras do problema, visto que as mesmo sabendo que a síndrome afeta não só a saúde mental do trabalhador mas também a produtividade profissional, não tomam iniciativas de prevenção e tratamento, persistindo no erro, assim como na frase do pensador Confúcio “Não corrigir nossas falhas é o mesmo que cometer novos erros”. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que as instituições de trabalho contribuem para a perpetuação desse quando deletério.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Destarte, com intuito de mitigar o esgotamento físico e mental ligado a vida profissional, necessita-se, urgentemente, que exista uma parceria entre o Ministério do Trabalho e as secretarias estaduais e municipais de saúde, com o fito de criar melhores condições de trabalho, através de reuniões e debates, também será realizado um planejamento de redução da carga horária e acompanhamento psicológico. Desse modo, atenua-se á médio e longo prazo, o impacto nocivo da síndrome do esgotamento físico e mental ligado à vida profissional que afeta grande parte da sociedade brasileira.