Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 04/11/2020

No filme Tempos Modernos, do grande humorista Charlie Chaplin, é apresentado aos telespectadores uma trama sobre  a rotina exaustiva de um operário em uma linha de montagem. Por ter uma carga horária intensa, seu psicológico é afetado, o operário chega a confundir botões de roupa com parafusos. Apesar de ser uma ficção, a obra traz uma algoz perspectiva sobre o impacto do excesso de trabalho na saúde mental. Sob tal ótica, essa conduta contínua afeta o rendimento do trabalhador e acarreta em doenças, como a Síndrome de Burnout, que tem grande impacto sobre a vidas de muitos trabalhadores.

Primeiramente se faz necessário entender o motivo do excesso de trabalho pesado, que pode levar alguém a desenvolver a síndrome nas empresas. Um fator que tem influencia sobre a exploração dos trabalhadores, é que a maioria das empresas apresentam metas inalcançáveis e usam a pressão nos funcionários para atingi-las, exemplo disso é que uma pesquisa feita pela consultoria de recursos humanos Hay Group com 50 companhias brasileiras mostra que Cerca de 80% de executivos reconhecem que repassaram para seus subordinados metas  difíceis de ser alcançadas. Esse estabelecimento de metas mais duras acaba atuando como um tiro no pé, já que a produtividade do trabalhador diminui, e prejudica seu bem estar

Além disso, profissionais com dois empregos acabam com mais estresse, falta de sono e descuido com cuidados básicos, como alimentação e saúde. Isso facilita o desenvolvimento de doenças como a Síndrome de Burnout, um estado de esgotamento físico e mental que, se não tratada, pode resultar em depressão e ansiedade. Segundo pesquisas feitas pelo ISMA-B, 30% dos profissionais brasileiros sofrem dessa doença. Um cenário que carece de mudanças.

Fica evidente que o excesso de trabalho afeta diretamente na saúde mental e na produtividade do profissional. Portanto, a fim de reverter esse cenário, cabe ao Ministério da Economia, ligado a secretaria do trabalho, em ajuda com o departamento de Recursos Humanos, fiscalizar as empresas, através de denúncias anônimas feitas na intranet da organização e visitas mensais de fiscais enviados pelo ministério, com a finalidade de evitar cargas horárias abusivas e abusos verbais por parte dos gestores. Ademais, cabe as empresas implementar um projeto de ação a saúde, onde semanalmente haverá na planta psicólogos, instrutores físicos e palestras sobre os riscos da sobrecarga de trabalho, assim como a adoção de metas realistas para os trabalhadores. Desse modo, a vida do personagem de Chaplin será apenas um alívio cômico e não o retrato dos profissionais atualmente.