Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 05/11/2020

Era da Produtividade

A partir da Revolução Industrial, século XVlll, a ideia “tempo é dinheiro” se tornou cada vez mais real. Produzir mais, para gerar mais lucros, a qualquer custo. E em consequência disso, os trabalhadores eram submetidos a horas exaustivas de trabalho. No século XlX, houve grande conquista, a greve dos trabalhadores na Inglaterra, gerou redução na jornada de trabalho para dez horas diárias. Porém, os operários eram cada vez mais parecidos com robôs. Trabalho, dinheiro consumo, contas. E esse ciclo vicioso se estende até os dias de hoje, gerando grande impacto emocional na classe economicamente ativa.

O distúrbio “Síndrome de Burnout”, foi mencionado pela primeira vez na literatura médica em 1974, por um psicólogo norte-americano, que descreveu o que ele e seus colegas estavam enfrentando. Desde então, esse termo foi muito utilizado pela medicina, para descrever o desgaste físico e mental de profissionais que acabam se esforçando muito com o trabalho, e várias vezes, se esquecem do momento de descontração e relaxamento, podendo levar a altos níveis de ansiedade e até depressão.

Em decorrência das consequências apresentadas, foi que no ano de 1980, que uma lei entra em vigor no Brasil, a qual decreta que todas as empresas privadas com mais de cem funcionários, são obrigadas a contratar e manter o serviço de um psicólogo para cada grupo de cem pessoas. Ademais, várias empresas, buscando alternativas de amenizar o esgotamento profissional, criaram playground interno e salas de descanso aos funcionários, com o intuito de reter empregados e melhorar a produtividade, sendo comprovado que aumenta a sensação de bem-estar de toda a equipe.

Por todos esses aspectos já mencionados, é imprescindível que cada vez mais empresas tomem iniciativas inovadoras para melhorar a qualidade de trabalho de seus funcionários. Isso pode ser feito até em pequena escala e baixo custo, adicionando locais com áreas verdes, sofás confortáveis para horário de descanso e etc. Mas também é preciso que a própria pessoa busque sua válvula de escape, de acordo com seu estilo de vida, para diminuir o cansaço físico e mental. Só assim, o mundo será mais produtivo, porém menos doente.