Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 27/11/2020

Na obra “ Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que o esgotamento físico e mental ligado á vida profissional de uma pessoa com síndrome de Burnout apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da alta carga horária profissional, quanto da falta de autocuidado. Diante disso torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Precipuamente, é fulcral pontuar que o esgotamento físico e mental ligado á vida profissional deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne á criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido á falta de atuação das autoridades, na alta carga horária profissional, principalmente em mercado de trabalho competitivo, onde o objetivo é produtividade e aumento da economia. Com essa pressão em precisar ter um ótimo desempenho do trabalho, muitas pessoas trabalham mesmo não estando no local de trabalho, assim não tendo um momento de relaxamento para o corpo e a mente, e esse excesso de trabalho é conhecido como síndrome de Burnout. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar a falta de autocuidado como o promotor do problema. Partindo desse pressuposto, muitas pessoas pensam que autocuidado é apenas a parte física, mas não é a parte mental também. Com a ausência do cuidado com a mente pode gerar alguns problemas, como estresse, insônia, tristeza ou humor deprimido e irritabilidade e com isso o único lugar que a pessoa se sente bem é no ambiente de trabalho, esse pessoa se sente útil e então começa a trabalhar constantemente sem momentos  para relaxar, assim dando espaço para a síndrome de Burnout. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que o autocuidado contribui para a perpetuação  desse quadro deletério.

Assim, medidas exequíveis  são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar a síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado a vida profissional, necessita-se, urgentemente, que o tribunal de contas da união direcione capital que, por intermédio do direito do trabalhador, será revertido em  auxilio para pessoas com o sintomas de síndrome de burnout para um tratamento e melhorar a vida prifissonal e cotidiana.