Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 06/11/2020

Na contemporaneidade, um dos assuntos de recorrente discussão é o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional. Tal situação pode ser observada na série “Brooklyn 99”, cujo alguns personagens, como Raymond Holt e Amy Santiago, em certos momentos encontra-se em constante estado de ansiedade e angústia na busca pela ocupação do cargo de emprego dos seus sonhos, o que afetava as suas vidas pessoais e saúde psicológica. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.

A princípio, convém mencionar a pressão que rodeia constantemente os ocupantes do mercado de trabalho. O padrão de vida estabelecido pela sociedade, que condiz em obter o carro do ano, frequentar os lugares mais requintados, adquirir um celular de última geração e ter o trabalho dos sonhos de todos, está associado à única forma de felicidade. No entanto, tais crenças solidifica a busca por algo superficial e cansável, acarretando esgotamentos físicos e psicológicos, pois tais expectativas convém de espelhamentos do que se vê na internet, e nada daquilo é real.

Outro ponto relevante, nessa temática, é a automanipulação. Tal referência é muito presente nos casos da Síndrome de Burnet, principalmente quando atrelado à satisfação e orgulho profissional de um indivíduo. Certas carreiras sempre foram supervalorizadas, como  advocacia, medicina e engenharia, o que acarreta certo menosprezo voltado para os demais cursos, sucedendo um tipo de pirâmide social ao “medir o sucesso profissional”, o que causa incômodo e insegurança àqueles que optam pelos demais cursos, pois são alvos de comentários de cunho negativo, causando em sua maioria problemas psicológicos.

Logo, medidas públicas são necessárias para alterar esse cenário. É fundamental a princípio, que tais estigmas de comparação de sucesso sejam quebrados de imediato, com o governo trabalhando conjuntamente com o apoio da população e da mídia a influenciar jovens e adultos a seguirem seus sonhos e metas na conjuntura de palestras e blogs voltados para mensagens positivas e de apoio, a fim de abandonar ideais de favorecimento de cursos e adotar novos preceitos empáticos que favorecem a todos; além de abandonar o ideal de vida inspirado na internet e criar delegacias mais voltadas para o meio cibernético, a fim de fiscalizar com mais rigorosidade os usuários das redes sociais, evitando assim postagens que promovam uma falsa visão sobre algo ou que possua conteúdo preconceituoso. Talvez assim, as futuras gerações possam ter um melhor proveito de sua vida profissional.