Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 06/12/2020

A Revolução Industrial se caracterizou pela falta de regulamentação das relações de trabalho, o que permitia o trabalho até a exaustão. Embora a sociedade atual apresente uma configuração distinta, ainda é possível visualizar o legado presente na questão da jornada excessiva, que afeta cada vez mais a saúde e a capacidade produtiva dos trabalhadores. Diante desse cenário, percebe-se o aumento dos casos da síndrome de Burnout, que tem como causa o trabalho excessivo e a falta de empatia das empresas.

Convém ressaltar, a princípio, que excesso de trabalho é um fator determinante para a persistência do problema. De acordo com dados do jornal El País, a média diária de horas de trabalho é de 12 horas, sendo 9 em escritório e 3 via celular ou computador. Diante dessa perspectiva, a Síndrome de Burnout surgem em virtude da carga excessiva de trabalho, que se expande além dos limites do ambiente da empresa. Assim, o trabalhador é obrigado a permanecer em um estado constante de alerta e disponibilidade, o que acaba por agravar a problemática.

Ademais, a falta de compreensão das empresas com seus funcionários é uma barreira para a resolução do problema. Segundo pesquisa divulgada pelo Trello – empresa de trabalho colaborativo –, 92% dos entrevistados afirmaram que a empatia não é valorizada nos seus respectivos ambientes de trabalho. Logo, no que tange à questão da Síndrome de Burnout, percebe-se a forte influência dessa causa, uma vez que a falta de sensibilidade e do diálogo permite a sobrecarga de atividades, que leva ao esgotamento físico e mental dos colaboradores.

Portanto, para que a Síndrome de Burnout deixe de fazer parte da realidade dos trabalhadores, medidas precisam ser tomadas. Para este fim, é necessário que empresas e colaboradores reconheçam que atividades como checagens de e-mails, telefonema e conversa em aplicativo de mensagens da empresa fora do expediente como atividade do trabalho. Tal ação se deve dar por meio da adoção de campanhas de conscientização dos prejuízos da sobrecarga de trabalho, com o objetivo de melhorar a saúde e o bem-estar dos envolvidos. Além disso, é imprescindível que diretores criem um ambiente de “feedback”, para melhora da comunicação na empresa. Feito isso, espera-se construir um ambiente de trabalho compatível com os dias atuais.