Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 09/11/2020
A Organização Mundial da Saúde define que saúde é o estado de completo bem-estar físico, mental e social e não somente a ausência de doença. No entanto, percebe-se que há uma deturpação dessa definição no que refere-se à vida laboral de muitos trabalhadores atualmente, o que traz como consequência a síndrome de Burnout, que é o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional. Dessa forma, observa-se que o tema reflete um cenário desafiador, seja em virtude da priorização de interesses financeiros, seja em virtude da falta de debate.
Em primeira análise, pode-se apontar a priorização de interesses financeiros como um empecilho à consolidação de uma solução. Segundo Confúcio, o homem joga sua saúde fora para conseguir dinheiro; depois, usa o dinheiro para reconquistá-la. Diante dessa perspectiva, problemas como o Burnout florece em virtude da supremacia de interesses financeiros em detrimento da saúde.
Outro ponto relevante, nessa temática, é a falta de debate no ambiente profissional. Nesse sentido, Habermas traz uma contribuição relevante ao defender que a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Desse modo, para que um problema como a síndrome de burnout seja resolvido, faz-se necessário debater sobre. Todavia, percebe-se uma lacuna no que se refere a essa questão, que ainda é muito silenciada. Assim, trazer à pauta esse tema e debatê-lo amplamente aumentaria a chance de atuação nele.
Por conseguinte, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Para esse fim, é preciso que o Ministério da Saúde, em parceira com mídias de grande acesso, criem campanhas nas redes sociais que façam a sociedade repensar a priorização de seus interesses financeiros. Tais campanhas devem alertar e conscientizar a população sobre a síndrome de burnout e suas consequências. Dessa maneira, a definição da Organização Mundial da saúde será concretizada na realidade brasileira.