Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 09/11/2020

As doenças psicológicas ocupam cada vez mais espaço na vida da população brasileira, principalmente no âmbito profissional, este esgotamento caracteriza a chamada Síndrome de Burnout. Como mostra Emile Durkheim, no seu livro “O Suicídio”, o suicídio não é um fator pessoal, mas sim social, que envolve toda a sociedade e não apenas o indivíduo que acomete, o que pode se estender a síndrome de esgotamento profissional. Trata-se de saúde pública e é importante analisar para reverter esta situação.

Segundo o filósofo Platão: “o importante não é viver, mas viver bem” isto evidencia a importância da qualidade de vida e hoje o excesso de trabalho têm gerado estado de tensão emocional e estresse crônico provocado por condições de trabalho físicas, emocionais e psicológicas desgastantes.

De acordo com uma pesquisa da International Stress Management Association (ISMA), o Brasil ocupa o segundo lugar no ranking mundial de trabalhadores mais estressados do planeta. Nesse sentido, profissionais de saúde, policiais e professores, são os mais afetados, pela alta responsabilidade e exigência sobre eles, quadro que se agravou no ano de 2020, pela pandemia de COVID 19, no mundo.

Concluo que, como forma de atenuar a problemática em questão, deve-se haver uma parceria entre o Ministério do Trabalho e a Secretaria de Saúde para criar melhores condições de trabalho aos profissionais mais afetados pela síndrome, através de reuniões e debates. Poderá ser realizado um planejamento de redução de carga horária e acompanhamento psicológico obrigatório e também orientar outras formas de tratamento e onde buscar amparo. Assim recupera-se o sentido e a vontade de trabalhar, alcançando a sonhada qualidade de vida idealizada por Platão.