Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 10/11/2020
Na obra ‘‘Utopia’’, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. Entretanto, o que se observa na sociedade contemporânea é o oposto do que o autor prega, visto que a Síndrome de Bunout apresenta barreiras. Esse cenário é fruto tanto da baixa atuação do governo, quanto da pressão profissional.
A priori, é fulcral salientar a questão constituinte como uma das causas do problema. Nesse sentido, a não intervenção do Estado contribui para a perpetuação da problemática. Esse cenário pode ser observado no levantamento realizado pela a International Stress Management Association (ISMA), o qual revela que 30% dos brasileiros apresentam a síndrome de Burnout. Dessa forma, tal transtorno pode levar a diversos problemas sociais, físicos e psicológicos.
Ademais, outro fato a salientar é a pressão sofrida pelos profissionais no ambiente laboral. Nesse âmbito, após a busca e a conquista do emprego - etapas que têm grande carga emocional, os profissionais passam por situações de grande estresse em seus trabalhos. Esse panorama pode ser observado, de forma análoga, no filme O Diabo Veste Prada, em que a funcionária Andy tem uma jornada de trabalho excessiva e realiza funções para a qual não foi contratada. Desse modo, a obra fictícia retrata uma situação recorrente da realidade que requer atenção.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática. Dessarte, com o intuito de mitigiar os impactos negativos, cabe ao Ministério do Trabalho direcionar fiscais para as empresas, que por meio de visitas periódicas irão avaliar as situações laborais dos funcionários, como a carga horária e remuneração de acordo com sua produtividade marginal. Dessa maneira, espera-se, em médio a longo prazo, que as gerações futuras não apresentem os problemas da atual, de forma a alcançar a Utopia de More.