Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 12/11/2020
A síndrome de “burnout” é o esgotamento profissional no âmbito tanto físico, quanto emocional, a qual se destaca pelo desenvolvimento da agressividade e do isolamento de quem a sofre. Nesse contexto, esse transtorno afeta parte dos habitantes da “nação verde-amarela”, evidenciando o negligenciamento desses indivíduos no que tange aos desvios na saúde mental. Por assim ser, é importante analisar não só a desconsideração populacional à gravidade das doenças psicológicas, mas também os perfis recorrentes atingidos por essa síndrome.
A princípio, os personagens do desenho animado “Ursinho Pooh” podem ser identificados com impasses, como a depressão, a qual é apresentada por Ió, todavia, o seu público não percebem esse comportamento. Destarte, isso demonstra a naturalização de transtornos em âmbito emocional, o que ocorre pelo negligenciamento as suas consequências, para ilustrar, a síndrome de “burnout” gera o isolamento de quem a manifesta, o que em casos extremos pode causar o suicídio. Além disso, devido ao aumento dessa síndrome, a Organização Mundial da Saúde (OMS) a incluiu , em 2019, na Classificação Internacional de Doenças (CID), o que ocorreu de forma tardia, pois ela foi descoberta em 1970 pelo alemão Hebert Freudenberg.
Outrossim, o filme “Tempos Modernos” de Charlie Chaplin retrata a história de Carlitos, trabalhador de uma fábrica, que devido a uma rotina desgastante desenvolve impasses emocionais, como colapso nervoso. Fora da ficção, há profissões que apresentam um grande índice de síndrome de “burnout”, como a jornalística, porque quem a exerce, para informar rapidamente a população, precisa estar constantemente atualizados, por isso, pratica sua atividade laboral integralmente. Nesse viés, os professores, por terem que planejar suas aulas, podem apresentar dificuldades na concretização de seus descansos, dessa forma, estão suscetíveis a desenvolver essa síndrome, uma vez que essa rotina é passível de acarretar esgotamento mental e físico.
Portanto, a síndrome de “burnout” é um grave problema no Brasil, considerando a desconsideração de desvios na saúde mental, bem como os perfis recorrentes atingidos por ela. Assim, cabe ao próprio trabalhador, especificamente aos que se identificam com esse impasse, buscar tratamentos, isso ocorrerá por meio de consultas com psicólogos ou psiquiatras, profissionais aptos a amenizar esse transtorno. Essa medida objetiva o reconhecimento dessa síndrome e a sua subtração, antes que mais prestadores de serviços se esgotem emocionalmente, ainda, em âmbito físico ou que os impasses mentais sejam naturalizados, o que pode ser evidenciado por parte do público do “Ursinho Pooh”, ademais, que mais profissões, como a de professor, destaquem-se pelo índice de dessa síndrome.