Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 11/11/2020
Radun Nassar, escritor dos anos setenta que, embora não tenha publicado muitas obras, foi muito importante para a literatura brasileira, em seu conto ‘‘Aí pelas Três da Tarde’’ faz uma ‘‘instrução’’ de como fugir do estresse imposto pelo trabalho e pela sociedade. Apesar de ser uma obra ficcional, o atual cenário, no qual, segundo a Organização Mundial de Saúde, trinta e três milhões de brasileiros são afetados pela síndrome de Burnout, mostra que a obra não está muito distante da realidade. Sabendo disso, é importante destacar que essa síndrome do esgotamento profissional é extremamente prejudicial não só para o bem estar dos trabalhadores, como também para o rendimento econômico das empresas.
Primeiramente, é válido ressaltar que a competitividade do mercado de trabalho, onde as pessoas tentam constantemente superar as expectativas, tem sido muito preocupante para a saúde dos trabalhadores, pois tem desencadeado casos de insonia, dor de cabeça, esgotamento e até mesmo depressão. Nesse sentido, é possível fazer uma comparação do contexto atual com o período da Primeira Revolução Industrial, que foi marcado por uma grande aumento dos problemas psicológicos e das ocorrências de suicídio, por conta da carga horária de trabalho excessiva. Sendo assim, é inegável que a qualidade de vida das pessoas, em consequência da síndrome de Burnout, tem diminuído.
Paralelamente, pode-se dizer que os ganhos das empresas também são afetados negativamente com os impactos da síndrome do esgotamento profissional, uma vez que com ela o rendimento dos funcionários diminui. Nessa perspectiva, é plausível utilizar o Toyotismo, método de fabricação em que os funcionários apresentam liberdade dentro da indústria, como prova de que trabalhadores infelizes produzem menos, visto que o Taylorismo, método de fabricação com opressão laboral, tem uma qualidade e uma produção muito inferior ao Toyotismo. Portanto, fica claro que a síndrome de Burnout, por diminuir a eficiência dos trabalhadores, é muito prejudicial para a economia das corporações.
Em virtude dos fatos mencionados, fica evidente que a síndrome de Burnout tem prejudicado tanto a saúde dos brasileiros, como a economia do país. Assim é necessário que o governo, através de incentivos fiscais para empresas que disponibilizarem psicólogos e uma área de lazer -piscina, parques, vídeo games, quadras poliesportivas-, minimize a pressão sobre os funcionários para que assim as taxas dessa síndrome possa ser cada vez menor. Dessa forma, as pessoas não precisarão seguir as instruções de Nassar.