Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 12/11/2020
A obra literária “Utopia”, do escritor Thomas More, narra a história de uma sociedade perfeita e padronizada, graças a ausência de conflitos. Contudo, o que fora exposto manteve-se apenas no plano literário, uma vez que a problemática do esgotamento profissional, mais conhecida como Síndrome de Burnout, ainda permanece na sociedade brasileira. Isto é, a doença acarreta prejuízos físicos e mentais para quem á enfrenta. Tal ocorrência, que é maléfica para a classe trabalhadora e merece um olhar mais crítico, advém, principalmente, da falta de ineficiência do Estado e também das falsas perspectivas de vida transmitidas pelos meios midiáticos.
Em primeiro plano, é importante salientar que o poeta brasileiro Hideralgo Montenegro afirma que “o papel do Estado é promover a justiça e a eliminação de toda forma de exploração e desigualdade.” O Estado, entretanto, não promove de maneira eficiente a exploração ou cria formas para que o trabalhador tenha seus momentos de trabalho, mas também, os de lazer, para que não chegue ao seu limite de esforço. Do mesmo modo, não há medidas satisfatórias que de fato excluam o problema da sociedade, corroborando de forma negativa para o conflito. Sendo assim, é necessária averiguação mais atenta sobre, a fim de sanar a atitude.
Ademais, é crucial depreender como a mídia colabora para a conservação da controversa. Para o sociólogo Karl Marx, os meios de comunicação de massa são instrumentos utilizados para propagar o que a classe dominante considera aceitável, desse modo, é imposto um padrão de pensamento, muitas vezes, inalcançável. Em outras palavras, as redes sociais aprovam, cada vez mais, a produtividade máxima no dia a dia da sociedade, fazendo com que mais pessoas busquem esse estilo de vida mais corrido. Correspondentemente, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a Síndrome afeta cerca de 33 milhões de brasileiros. Dessa forma, é imprescindível a resolução dessa ocorrência, para o benefício da massa.
Portanto, meios devem ser elucidados para resolver esse impasse, levando-se em consideração as questões abordadas. Dessa maneira, cabe ao Governo Federal, elaborar um plano de incentivo para sanar a maléfica problemática, no que se refere a Síndrome de Bournout. De modo a instituir ações como saraus e palestras informativas sobre o impecilho vivenciado. Isso pode ser feito através das prefeituras e governantes, para que realizem periódicos eventos para elaborarem soluções para acabar com a incidência do preconceito acerca do tema e das informações midiáticas repassadas. Assim, os cidadãos do país terão sua integridade e sua saúde preservados por quem os governa. Desse modo, terão uma sociedade mais harmônica, assim como na obra “Utopia”.