Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 11/11/2020

No filme “Os Estagiários”, dois adultos competem por vagas de trabalho na Google. Durante um tour pela empresa, eles reparam que, além de movimentada e complexa, ela possui tobogãs e áreas de descanso para os funcionários, quando esses se sentem esgotados. A exaustão dos trabalhadores é notória em todo o mundo, e o suporte do contratante com certeza evitaria o desenvolvimento da Síndrome de Burnout.

Em primeiro lugar, um dos motivos do trabalho excessivo é a questão financeira. Com o encarecimento do dólar e o aumento do preço do arroz, por exemplo, o trabalhador não vê saída para pagar as contas sem ser pelo turno extra do emprego, e as grandes corporações não veem problema nisso. A empresa brasileira de recrutamento Talenses fez uma pesquisa com mil e quatrocentas pessoas e 49% responderam ter sofrido com crises de ansiedade por conta do trabalho, um dos sintomas da síndrome, que é descrita pela OMS como ‘resultante de um estresse crônico no trabalho que não foi administrado com êxito’

Em segundo lugar, mesmo que o profissional repare que possui os sintomas (fadiga, irritação, isolamento..), ele não relata ao RH da empresa por receio de punição. Essa foi uma questão comentada pelo Dr. Drauzio Varella, o qual respondeu que a principal recomendação é procurar o auxílio médico para que esse profissional conduza o caso sem que o paciente seja prejudicado. Felizmente, no Brasil, o tratamento é totalmente coberto pelo SUS.

Portanto, cabe aos empresários, por intermédio do SUS, analisarem seus empregados e promoverem maiores tempos de descanso para os já afetados, enquanto diminui a sobrecarga aos outros para fins de prevenção. Em um curto período, já serão vistas mudanças na qualidade de vida dos funcionários e um melhor ritmo de trabalho surgirá na empresa.