Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 01/10/2021

Em 2022, entrará em vigor a atualização da lista de classificação internacional de doenças da OMS ( Organização Mundial da Saúde ), na qual foi incluída a Síndrome de Burnout, definida por Herbert J. Freudenberger como: estado de esgotamento físico e mental cuja a causa esta intimamente ligada à vida profissional. Nesse sentido, é possível perceber que, na atualidade, esta síndrome tem se tornado um problema cada vez mais comum entre os trabalhadores. Dessa forma, é válido ressalta a notória a relação entre o excesso de cobrança própia e externa com o desenvolvimento desse esgotamento profissional.

No contexto presente, a crescente busca por sucesso profissional tem levado diversas pessoas a se pressionarem a fim de obter melhores resultados, o que pode resultar no desgaste físico e mental. Assim sendo, identifica-se no livro “Sociedade do cansaço” do filosofo contemporânio Byung-Chul Han um retrato da atual geração que sobrecarregada pela alta do positivismo acredita que com o esforço pode alcaçar tudo. Portanto, estas pessoas trabalham até além de seu limite físico e culpam-se quando o resultado não é satisfatório, logo, atingindo também o desgaste mental. Dessa maneira, a autocobrança exagerada é nociva para a saúde e, consequentemente, para o rendimento no trabalho o que pode levar a um ciclo vicioso de trabalho e culpa levando ao estresse crônico no trabalho.

Ademais, há a pressão vinda de outros, como por exemplo dos empregadores que podem vir a exigir demais de seus trabalhadores. Similarmente, no filme “Click” o personagem principal, interpretado por Adam Sandler, recebe muitas tarefas de seu chefe, até mesmo fora de seu horário de serviço o que, eventualmente, leva-o a um esgotamento por falta de descanso e tempo de lazer. Por conseginte, a insensibilidade de um superior no serviço sobre a necessidade de respeitar os momentos de descanso de seus funcionários pode afetar a saúde e produtividade de sua equipe. Então, certamente, um líder consciente da importância da saúde de seus empregados pode evitar que desenvolvam a Sindrome do Burnout.

Nesse contexto, é vital para o crescimento dessa síndrome para garantir o bem estar de forma generalizada. Assim, cabe a OMS aliada a mídia global - pricipal canal entre organizações e a população - promover a concentização da sociedade a respeito dos meios de evitar a Síndrome do Burnout, visando assim a manutenção da integridade física e mental dos trabalhadores. Desse modo, essa ação conjuta deve usar de campanhas através de vídeos educativos, feitos por profissionais da área, que ensinem tanto empregados como empregadores sobre a necessidade do descanço e sobre os malefícios da cobrança exagerada.