Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 13/11/2020
Durante a revolução industrial homens e mulheres que trabalhavam nas fábricas eram levados à exaustão sem a mínima condição de trabalho. Hodiernamente, no Brasil, não é uma realidade distante, haja vista que muitos profissionais auto se cobram em relação ao trabalho e estudo, como consequência tem-se o esgotamento físico e mental. Tal problemática ocorre até hoje devido à competitividade de mercado e a necessidade desse trabalhador manter uma renda para se sustentar.
Em primeira análise, é válido ressaltar que a alta competitividade de mercado provoca várias consequências, dentre elas a síndrome de Burnout. Segundo o artigo 1º da Declaração Universal dos Direitos Humanos, todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. Entretanto, isso não ocorre na prática, uma vez que essa patologia acomete diversas pessoas, o que fere o direito a saúde de cada indivíduo, muitas vezes o cidadão é obrigado a optar por trabalhar mais do que cuidar da saúde devido à essa competitividade de mercado.
Em segunda análise, é indispensável destacar a necessidade que o proletariado tem de manter a sua renda por meio da venda da sua mão de obra. Conforme a trilogia Jogos Vorazes, a personagem Katniss é enviada para competir em um torneio onde somente os melhores ficarão vivos, durante a competição é evidente o cansaço mental e físico, contudo ela precisa do prêmio para manter as despesas. Fora da ficção, no Brasil, os trabalhadores também competem entre si para manter o seu sustento, muitas vezes levando em consideração certos entraves de saúde.
Portanto, faz-se necessária a realização de medidas, com o fito de diminuir o número de casos da síndrome de Burnout. Por isso, o Governo, órgão que exerce o Poder Executivo, deve proporcionar incentivos fiscais, para que, por meio da ampliação de empresas pequenas possam ser criadas vagas de emprego, com o intuito de diminuir a competitividade de mercado. Outrossim, o Ministério do Trabalho, órgão essencial do Poder Executivo, deve tornar a assistência médica um benefício obrigatório.