Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 07/02/2021
Segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos, todo ser humano tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar-lhe saúde e bem-estar. Todavia, por conta de diversos fatores, incluindo a perigosa devoção ao conceito de produtividade e sua intensificação a partir do meio digital, o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional - a síndrome de burnout - vem tomando proporções significativas na sociedade, violando um direito vital dos cidadãos.
Primordialmente, é importante dissertar sobre as problemáticas que envolvem o conceito de produtividade e como elas desgastam a saúde mental e física dos indivíduos. Nessa perspectiva, é possível analisar o contexto histórico e perceber o início dessa questão há séculos atrás, com a Revolução Industrial, que foi responsável pela consolidação do capitalismo e por grandes transformações no processo produtivo, elementos que estão correlacionados com a inquietude e com o anseio para se ascender economicamente e à aversão a qualquer ato que não é considerado rentável - inclusive atos de autocuidado e hábitos que incentivam o desenvolvimento pessoal - o que é algo totalmente prejudicial ao bem-estar humano.
Outrossim, é válido salientar que com o desenvolvimento das tecnologias e do meio digital, as exigências e demandas de trabalho aumentaram e os problemas anteriormente citados se intensificaram. Atualmente, é comum que cobranças do meio profissional sejam encaminhadas para emails pessoais ou para aplicativos de comunicação, como o WhatsApp, sendo uma demanda massacrante e que pode acarretar em um colapso ou esgotamento mental. De acordo com o empresário Steve Jobs, “a tecnologia move o mundo”, ou seja, é com ela que o progresso ou a decadência do desenvolvimento social é alcançado e medidas precisam ser tomadas para que ela apenas contribua de forma positiva.
Portanto, intervenções são necessárias para resolver a questão. Logo, é mister que empresas de médio e grande porte tenham, por obrigação, psicólogos em sua equipe para orientarem de forma correta os funcionários por meio de conversas amigáveis e compreensivas sobre a importância de reduzir as demandas de trabalho, do autocuidado e de separar a vida pessoal da profissional. Além disso, é relevante que influenciadores digitais discutam sobre o impasse com seus seguidores através de vídeos cativantes, e os incentivem a procurar ajuda psicológica quando necessário e transmitam a ideia de que há uma vida além do meio profissional. Dessa forma, será possível reduzir a presença do esgotamento físico e mental ligado à vida profissional.