Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 14/11/2020
Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) garante a todos os indivíduos os direitos à saúde e ao bem-estar social. Conquanto, hodiernamente, no Brasil, o excesso de trabalho causa o surgimento de doenças mentais as quais colaboram com o surgimento de “patologias sociais”. Nessa perspectiva, é necessário que subterfúgios sejam encontrados a fim de resolver essa inercial problemática.
Precipuamente, é fulcral pontuar que a educação é o fator principal no desenvolvimento de um país. Todavia, ocupando a nona posição da economia mundial, segundo o Banco Mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente. Entretanto, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido o esgotamento profissional em decorrência de uma alta carga de trabalho, responsabilidade, estresse e pressão psicológica acarretando no desenvolvimento do Síndrome de Burnout. Segundo dados divulgados pelo International Stress Management Association (ISMA), ao afirmar que cerca de 30% dos trabalhadores sofrem com a síndrome, uma vez que, os profissionais atuam sob grande pressão para separa as expectativas do contratante. Diante do exposto,
Faz-se mister, ainda, salientar a Terceira Revolução Industrial como impulsionador do problema. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da “Modernidade Líquida” vivida no século XXI. Diante de tal contexto, a revolução técnico-científico-informacional, foi marcado pela robótica e informática, que possibilitou um acúmulo de tarefas. Os empregadores negligenciam a saúde mental de seus empregados, isso ficou evidente quando o excesso de atribuições diárias é imposto. Por conta disso, o esgotamento profissional se torna uma mazela cada vez mais grave.
Infere-se, portanto, é indispensável a adoção de medidas capazes de mitigar os impactos desse esgotamento físico e mental apontadas na Síndrome de Burnout. Logo, cabe ao Ministério do Trabalho em parceria com as secretarias de saúde dos municípios, mitigar o esgotamento físico e mental ligado a vida profissional. Nesse sentido, o fito de tal ação é criar melhores condições de trabalho através de reuniões e debates, também será realizado um planejamento de redução da cargo horária e acompanhamento psicológico. Somente assim, esse problema será, gradativamente erradicado, pois, conforme Gabriel o Pensador “na mudança do presente a gente molda o futuro”.