Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 15/11/2020

A ideia de que o homem é soberano sobre seu próprio corpo e mente,proferido pelo filósofo John Stuart Mill,transmite uma visão equivocada sobre o atual cenário psíquico da população.Sabe-se, que entretanto,as doenças psicológicas ocupam cada vez mais espaço,sobretudo,na vida dos trabalhadores que são explorados muitas vezes pelos seus empregadores, sofrem da chamada Síndrome de Burnout, ou síndrome do esgotamento profissional.Nesse sentido,por tratar-se de saúde pública,é de suma importância analisar esse quadro, a fim de revertê-lo.

Em análise,a Síndrome de Burnout caracteriza-se pelo estado de tensão emocional e estresse crônico provocado por condições de trabalho desgastantes. Com a pandemia do novo Coronavírus,o cenário dos trabalhadores está desgastante,inclusive para os profissionais da saúde,a falta de leitos, medicamentos e aparelhos,necessários para oferecer um atendimento médico digno ao paciente,torna a saúde pública hostilizada, o que desgasta a classe da saúde.

O profissional da saúde acaba por virar paciente psíquico,travando uma luta interna para reencontrar seu equilíbrio, em contraste com o agonizante cenário dos hospitais e de sua impotência frente às pressões em que se é emposto. Não por um acaso, a ideia de suicídio aparece, muitas vezes, como válvula de escape,decorrente da depressão.A série Sob Pressão, escrita por Jorge Furtado,evidência os dramas e dilemas sofridos pelos médicos.

Cabe ao Ministério da Saúde disponibilizar,mensalmente,um atendimento gratuito com psicólogos, tanto em hospitais como,em escolas,a fim de reverter a Síndrome de Burnout.A isso o Ministério da Economia deverá destinar uma porcentagem do Produto Interno Bruto para a saúde,sanando as necessidades dos hospitais quanto a leitos,medicamentos e aparelhos.Dessa forma,tratando das causas e consequências,de fato ,esses pacientes sejam soberanos sobre seu próprio corpo e mente.