Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 17/11/2020
A Síndrome de Burnout é um desgaste prejudicial para os aspectos físicos e emocionais da pessoa, levando a um esgotamento profissional. O distúrbio foi mencionado na literatura médica pela primeira vez em 1974, pelo psicólogo norte-americano Freudenberger, que descreveu os sintomas que ele e seus colegas estavam enfrentando. Hoje em dia, o transtorno é facilmente encontrado na CID-10, mais precisamente no grupo 5, atingindo pessoas cuja vida profissional e pessoal são muito agitadas. Segundo pesquisas realizadas pela Isma-BR, essa síndrome acomete cerca de 33 milhões de brasileiros.
O distúrbio se manifesta quando a relação com o trabalho acaba se transformando em estresse, ansiedade e nervosismo intensos. A pessoa acaba sendo levada ao seu limite, físico e emocional, sentindo-se extremamente cansada, desmotivada e esgotada. Porém, tudo isso pode ser contornado ou amenizado com tratamento. É importante ressaltar que a doença não está somente relacionada com o ambiente de trabalho, muitas vezes as tarefas da faculdade ou até mesmo de casa podem ocasionar o problema. O fato é que, o Burnout está relacionado com o excessivo esforço físico, mental ou emocional, seguido de poucos momentos de descanso ou descontração. Tudo que ocupa muito o seu tempo e acaba sugando a sua energia pode ser motivo para que o Burnout apareça, isso porque elas absorvem toda a carga emocional de terceiros para si, o que é uma prática ruim.
Para cuidar desse problema de saúde, um acompanhamento adequado para identificar em que nível sua síndrome se encontra é fundamental para, então, escolher formas que auxiliem no combate ao problema. Normalmente, o psicólogo indicará atividades que ajudem a distrair o paciente, tornando-o mais calmo e aliviando todo o estresse e tensão que sente, além da realização das sessões de forma periódica, normalmente uma vez por semana. Nos casos mais graves, um médico pode indicar tratamentos baseados em remédios.