Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 08/12/2020
O termo “Corrida de Ratos” popularizado pelo livro Pai Rico Pai Pobre, escrito pelo Robert Kiyosaki, exprime uma visão crítica sobre o esforço incansável, auto-destrutivo e muitas vezes inútil feito por trabalhadores no século XXI. Nesse sentido, tal definição se correlaciona com a síndrome do esgotamento profissional ou Burnout. Esse quadro antagônico é fruto de uma sociedade extremamente competitiva o que resulta na Síndrome de Burnout. Logo, faz-se mister a discussão desses fatores.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a extrema competitividade como promotor da Sindrome de Burnout. Segundo o IBGE em um censo feito em dezembro de 2019, 11% da população brasileira sofre com o desemprego. Por essa ótica, tal dado mostra a pouca disponibilidade de trabalho o que estimula a concorrência, tal escassez de emprego faz com que os trabalhadores excedam seus limites físicos e mentais para manter seu trabalho, além disso há uma busca incessante nessa situação competitiva por uma capacitação exacerbada e constante. Logo, tais fatores que só contribuem para um maior stress na vida profissional.
Ademais,é fundamental apontar o desenvolvimento da Síndrome do esgotamento profissional como o triste resultado da competição supracitada. Conforme o economista britânico Sir Arthur Lewis, o maior erro que o homem pode cometer e sacrificar a saúde para qualquer outra vantagem. Entretanto, o que se observa na sociedade contemporânea é o oposto ao que o autor prega, uma vez que se tem doenças comportamentais como a Sindrome mencionada, essa enfermidade representa o sacrifício da própria saúde em prol de um salário diante da necessidade, o que por fim culmina em um ciclo desvirtuoso para o profissional.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater a Síndrome do Burnout. Para isso, é imprescindível que o Ministério do Trabalho e Saúde faça um campanha contra o a Síndrome do esgotamento profissional, por meio de uma forte regularização nas horas trabalhadas, contrato de bem estar para o funcionário vindo do empregador e uma desburocratização dos empreendimentos e trabalho informal a fim de atenuar o desemprego e a competitividade vigente. Assim, se consolidará uma sociedade mais saúdavel e feliz, e o termo “corrida dos ratos” permanecerá apenas na ficção.