Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 16/11/2020

Como o emprego pode prejudicar as pessoas

No século XVIII, com a Primeira Revolução Industrial, a ganância dos grandes empresários e a precariedade das legislações trabalhistas resultaram na contratação de homens, mulheres e até crianças para tarefas pesadas e cargas horárias exaustivas. Atualmente, na Era Digital, o ritmo de trabalho, mesmo de maneira diferente, se mantém frenético.

Dito isso, a Síndrome de Burnout é um transtorno psicológico caracterizado pela estafa física e mental que está relacionado à vida profissional. Entre os seus sintomas estão a alteração de batimentos cardíacos, problemas gastrointestinais e depressão. No Brasil, cerca de 33 milhões de trabalhadores sofrem desse problema, segundo o IBGE.

Essa alteração é causada pelo padrão econômico imposto pela rede global de comunicação que, por sua vez, está muito distante da realidade de um país com mais de treze milhões de desempregados, o que gera uma perigosa busca por mais dinheiro com o intuito de se sentir incluído socialmente.

Outro fator agravante é o uso de mídias sociais fora do horário legal de trabalho que surge como uma obrigação moral imposta pelos patrões que, na realidade, se configura como uma forma de assédio moral na relação entre empregador e empregado.

Portanto, é importante que o Ministério do Trabalho em conjunto com o Ministério da Saúde tomem medidas educativas em prol do melhor entendimento de finanças pessoais e psicologia financeira para diminuir o impacto da ilusão estabelecida pela sociedade acerca do dinheiro, e cabe ao Judiciário a criação de leis trabalhistas adequadas aos novos meios de comunicação para proteger os cidadãos.