Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 20/11/2020

Segundo o filósofo Platão, “O importante não é viver, mas viver bem”. Posto isso, evidencia-se a importância que a qualidade de vida tem, de modo que ultrapassa a existência própria. Analogamente, o mundo tem sido palco para o agravamento da Síndrome de Burnout, visto que tem ocasionado grande esgotamento mental e físico, ligado à vida profissional do coletivo. Nesse sentido, é preciso que seja estratégias sejam aplicadas para alterar essa situação que tem como causas o excesso de trabalho e o desequilíbrio psicológico e corporal.

Primordialmente, vale ressaltar, que o exagero trabalhista é um fator determinante para a propagação desse entrave. Nesse contexto, o poema “No meio do Caminho”, é uma das obras do escritor brasileiro Carlos Drummond de Andrade. Os versos, publicada em 1928, na Revista de Antropofagia, abordam os objetivos que impedem a realização de avanços na sociedade. Semelhante a isso, fica evidente que o excesso de trabalho prejudica o indivíduo, pois com a globalização, a demanda de produtos a serem feitos tem aumentado, paralelamente, a exigência dos funcionários cresce também. Desse modo, as pessoas estão ficando cada vez mais sobrecarregadas, já que a necessidade produtiva submete a elas a continuar na luta por novos mercados e, dessa forma, atrapalha no desenvolvimento do corpo social.

Ademais, pode-se apontar a instabilidade pessoal como um empecilho à consolidação de uma solução. Nessa perspectiva, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, institui a garantia de benefícios promovendo, consequentemente, a beatitude do coletivo. No entanto, tal integridade do ser humano não está sendo totalmente efetivada, tendo em vista o desenvolvimento de doenças mentais e corporais, devido a uma lógica capitalista que prega a exploração excessiva dos trabalhadores. Dessa forma, existe um  precário equilíbrio a ser posto para o bem estar da população, dado que, na depressão, por exemplo, como uma das causas do estresse, vê-se como única solução o suicídio, tendo por evidência o estado abalado psicologicamente e fisicamente. Logo, tais transtornos têm demonstrado a fragilidade humana e, assim, se faz fundamental exercer uma mudança perante a este problema.

Portanto, faz-se necessário que o Governo diminua a carga horária dos profissionais por meio de um projeto de lei a ser entregue à Câmara de Deputados. Nele deve conter que os trabalhadores exerçam suas funções em média de seis horas por dia e que, mensalmente, os mesmos possam ter atendimentos gratuitos com psicólogos, a fim de converter a Síndrome de Burnout nesses profissionais-pacientes. Dessa maneira, se cumprirá o que Platão enfatiza, o ser humano viverá bem e soberano ao seu corpo e mente.