Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 17/11/2020
Em 1974, Hebert Treudenberg nomeou como Síndrome de Bournout um transtorno crônico que se baseia no esgotamento físico e mental ligado à vida profissional do indivíduo. Nesse interim, são fatores percursores: A busca desenfreada pelo rendimento máximno no meio laboral e, também, a internet, que pode se apresentar maléfica, de modo que o empregado não consiga descansar e ter momentos de lazer por estar conectado ao seu empregador. Dessa forma, deve-se formular medidas que visem a minimização do quadro social.
A priori, analisa-se que o trabalhador hodierno tem priorizado o rendimento profissional em detrimento do autocuidado. Nesse viés, Byung Chul Han analisa que a sociedade atual vive a sociedade do cansaço, em que as pessoas levam seus corpos a níveis extremos de desgaste psicológico em razão do máximo rendimento. Nessa perspectiva, o negligenciamento da saúde mental e o consequente desenvolvimento da Síndrome de Burnout, impossibilita o indivíduo de continuar exercendo atividades laborais. Desse modo, por não estar saudável psicologicamente, terá que se afastar de suas atividades laborais, fazendo-o entrar em um ciclo continuo de auto desaprovação sobre o seu desempenho laboral. Logo, faz-se necessário a atuação social para reduzir esse quadro social.
A posteriori, a influência das redes sociais corrobora para a temática em destaque. Nesse sentido, segundo Emile Durkheim, o fato social é exterior e exerce força sobre os indivíduos. Diante disso, nota-se que a internet, de forma a estar sempre no dia-a-dia do indivíduo, mantém esse vinculado, mesmo que indiretamente, ao seu empregador que, em muitos casos, cobra dele rendimento. Sob essa ótica, reafirma-se o pensamento de Durkheim ao analisar que o os superiores utilizam-se da internet para exercer um ato exterior sobre os seus funcionários que, na busca pela melhor performance, levam seus corpos ao cansaço extremo, de maneira a resultar na Síndome de Bournout.
Entende-se, portanto, diante a análise social, que é necessário a atuação interventiva. Dessa maneira, o Estado deve, durante a visão orçamentária, reservar recursos financeiros para a realização da campanha “Saúde mental em pauta”. Acerca disso, serão contratados cientistas da comunicação que deverão criar, juntamente com psicólogos, uma plataforma online de apoio ao trabalhador, essa plataforma irá gerar, com o auxílio de algorítimos, publicações e anúncios nos perfis públicos nas redes sociais das pessoas, de modo a incita-las a entrar com contato com os psicológicos responsáveis, caso esteja passando por uma quadro equivalente ao que resulta na síndrome discutida .Assim, esse indivíduo irá receber recomendações e apoio clínico. Sendo assim, visa-se diminuir a problemática ligada a anormalidade crônica em destaque.