Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 16/11/2020

Com o início do processo de Revolução Industrial, modelos produtivos como o fordismo, se estabeleceram com grande força em empresas e fábricas, nas quais trabalhadores operavam por altas cargas diárias com o intuito de aumentar a produtividade. Embora, esse já não seja o modelo atual, a busca pela eficiência e crescimento econômico ainda perpetua práticas de excessos que acarretam prejuízos físicos e emocionais a sociedade.

Primeiramente, é válido ressaltar que problemáticas de bem-estar, como a síndrome de Burnout, ocorrem devido a alta cobrança e competitividade do mercado de trabalho. Uma vez que o indivíduo encontra-se em frequentes cargas extrapoladas de afazeres, negligenciando autocuidados ao colocar o equilíbrio físico e mental em segundo plano. Assim, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), tal transtorno vem ganhando espaço entre a população economicamente ativa ao promover um crescimento exponencial em problemas como insônia, esgotamento físico e até mesmo outras doenças emocionais, como depressão e ansiedade.

Ademais, é fundamental que gestores obtenham conhecimentos a respeito do fenômeno para que ocorra a sua prevenção. De acordo com neurocientistas, os avanços tecnológicos somados aos índices de altas cobranças de empregadores por meio de mensagens e aplicativos, fortalecem a dificuldade do estabelecimento de prioridades. Dessa forma, os trabalhadores tendem a sacrificar o pessoal para manter o profissional, gerando o desequilíbrio físico e mental.

Portanto, com a síndrome de Burnout evidenciou-se a importância do autocuidado e da empatia com o bem-estar da população. Faz-se necessário que o Ministério do Trabalho exija o treinamento de gestores sobre abordagem de metas e cobranças dos trabalhadores, para que não venha a ocorrer longas cargas horárias. Desse modo, os indivíduos terão tempo hábil para práticas de cuidado, reduzindo transtornos emocionais.