Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 30/11/2020

Entre os séculos 18 e 19, acontecia na Europa, aquilo que hoje chamamos de Revolução Industrial, quando se substituiu o trabalho artesanal pelo assalariado e com o uso de máquinas. Com isso, o proletário sofria grande exploração com altas cargas horárias de trabalho ficando sem tempo para o lazer ou para atividades básicas que todo ser humano precisa.

Nessa perspectiva, ao longo dos anos, a forma de trabalhar mudou, no entanto, com as novas tecnologias, o trabalhador se sente como se estivesse preso em uma fábrica no século 18, recebendo mensagens, “e-mails” o dia todo referentes ao trabalho, mesmo quando já se encerraram suas tarefas diárias no emprego, causando uma tensão emocional e estresse crônico como afirma o médico Draúzio Varella, fazendo com que não tenha tempo para descansar e ter um bom rendimento no trabalho.

Paralelo à isso, ainda há o sentimento de incapacidade que a concorrência do mercado de trabalho gera, muitas vezes imposto pelas próprias empresas, atrelado ao medo de ficar desempregado, dessa maneira muitos assalariados acabam se cobrando demais e isto causa esgotamento físico e mental causados pelo trabalho levando a terem síndrome de Burnout que atingem cerca de 30% dos trabalhadores brasileiros segundo a International Stress Management Association (ISMA).

Depreende-se portanto, a necessidade de criar medidas para que mais trabalhadores não se tornem reféns da Síndrome de Burnout. Nessa lógica, se torna necessário que a secretária de trabalho junto aos sindicatos realizem uma pesquisa nas empresas, industrias e comércios de cada município fazendo um levatamento onde houvessem demasiados casos da síndrome, investigariam se estão cumprindo as leis prescritas na CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) e caso ocorresse alguma irregularidade no excesso de carga horário ou infringisse alguma lei o estabelecimento seria multado e a empresa obrigada a pagar o tratamento para o funcionário acometido pela doença. Desta forma, o assalariado cumpriria corretamente o seu trabalho, dentro das leis e teria uma qualidade de vida elevado gerando mais pra empresa e tendo tempo para o lazer e se dedicando da maneira adequada sem medo da concorrência.