Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 20/11/2020

Franz Kafka expõe, através de uma narrativa ficcional no livro “A metamorfose”, como o trabalhador é tratado apenas como um número em sua empresa e de que forma esta situação causa danos à saúde física e mental. Análogo a isso, a Síndrome de Burnout se torna cada vez mais presente na vida cotidiana e é agravada tanto pela falta de empatia por parte das empresas, quanto pelo uso excessivo de internet e redes sociais.

No período da Primeira Revolução Industrial, a classe operária possuía uma carga horária exagerada de trabalho, além das péssimas condições de segurança, alimentação e salário. No entanto, nos dias atuais, apesar das leis trabalhistas que exigem condição dignas de trabalho, o descaso e falta de empatia com o empregado continua a existir por parte das empresas. Exemplo desse problema é a sobrecarga que os líderes submetem seus subordinados pelo mesmo salário já estabelecido, podendo acarretar a Síndrome de Burnout que nada mais é do que o esgotamento ligado à vida profissional cujo sintomas são depressão, irritabilidade, vícios, pressão alta, entre outros.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, 33 milhões de brasileiros desenvolveram a Síndrome de Burnout. Assim, outro fator que causa essa síndrome no Brasil é o grande uso da internet que por facilitar e tornar o trabalho mais rápido, pode gerar severas crises de ansiedade, uma vez que o empregado, por ter acesso a esse meio também em casa e em momentos de lazer, acaba se sentindo na obrigação de trabalhar 24 horas diárias.

Portanto, faz-se necessária a adoção de medidas para solucionar o problema da Síndrome de Burnout no Brasil. Para que isso ocorra de maneira efetiva, a Secretaria do Trabalho deve fiscalizar se as empresas estão de acordo com as leis trabalhistas e puni-las com multas, além de também incentivar os empregados a denunciar caso esteja havendo abuso, para que estes sejam amparados pela lei. Outrossim, as próprias empresas devem incentivar os trabalhadores a aproveitar o tempo de lazer e autocuidado de forma que a internet seja usada como entretenimento e não como uma extensão do trabalho e sobrecarga mental, pois para Gandhi “as doenças são resultado não só dos nossos atos, mas também dos nossos pensamentos”.