Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 20/11/2020
A síndrome de burnout (CID-10 Z73), também chamada de esgotamento profissional, é um estado de estresse extremo e crônico, geralmente provocado por sobrecarga ou excesso de trabalho. O termo em inglês “burnout” significa queimar algo até o fim. Portanto, quem sofre com a condição perde suas energias físicas e emocionais, por conta de uma rotina profissional desgastante.
Estas condições coexistem frequentemente na rotina profissional. Mas isso não significa que apenas um fator não possa desencadear sérias consequências físicas e emocionais. A intensidade das situações, acoplada à individualidade de cada pessoa, podem fazer com que a mente reaja às adversidades de maneira prejudicial. A análise deve ser feita por um especialista em saúde mental, como psicólogos ou psiquiatras.
A terapeuta e “coach” Wanessa Moreira conta que, devido às condições adversas de trabalho, o cérebro tenta bloquear o alerta constante e começa a mandar sinais para que a pessoa saia deste estado de estresse, como uma forma de sobrevivência, entretanto, por mais que estes sinais sejam úteis, permitindo enxergar que algo está errado, senti-los não é nada confortável. “Negligenciar a saúde e o autocuidado em prol do trabalho também são sinais de que algo não está certo”, avisa a especialista.
Por isso, é aconselhado não ignorar os sentimentos e inquietações. De acordo com a psicóloga Milena Lhano, reprimir as apreensões do dia a dia pode provocar sintomas físicos graves, como tremores, desmaios, ataques de pânico e crises de choro. “Algumas pessoas podem até dar entrada na emergência de hospitais para tratar os males do burnout”, afirma. Para Wanessa Moreira, colocar as demandas dos outros acima das próprias também é um fator de risco. Por isso, é necessário estabelecer limites, isto é, saber negar situações que coloquem a pessoa sob estresse extremo.