Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 21/11/2020
De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), a Síndrome de Burnout afeta cerca de 33 milhões de brasileiros. Também conhecida como Síndrome de Esgotamento Profissional, a doença vem ganhando destaque nos últimos anos, principalmente pelo excesso de valorização do trabalho que gera uma pressão muito alta e pela falta de autocuidado, dessa forma emerge um problema complexo que precisa ser revertido.
Primeiramente, é preciso salientar que a cobrança excessiva é uma das causas do problema. Segundo Zygmunt Bauman, vivemos numa modernidade líquida, onde as relações econômicas passam a ser superiores às relações sociais, o que reforça a maior importância ao trabalho do que as pessoas, família, lazer, e que precisamos estar sempre nos cobrando. Em segundo lugar, necessitamos de autocuidado e empatia, precisamos de momentos para descansar e relaxar, assim como os empregadores devem observar caso seu funcionário esteja sobrecarregado, pois pode acarretar em vários problemas. De acordo com o filósofo Byung Chul-Hang, viver apenas para o trabalho caracteriza a Sociedade do Cansaço, que como consequência traz esgotamento físico e mental, insônia, irritabilidade e hiperatividade .
Portanto, uma intervenção faz-se necessária. Com isso, o Ministério do Trabalho deve agir de forma criando leis para que se tenha momentos de descanso e lugares para descansar no local de trabalho, algo que pode ser feito caso a pessoa precise trabalhar um pouco a mais, assim como proibir o uso de emails e aplicativos fora da carga horária do empregado, para que não haja mais cobranças, podendo apenas comunicação em casos urgentes. È imprescindível, que todos tenhamos uma rotina de cuidado com nossa mente e nosso corpo e estabeleçamos limites. A partir disso, poderemos evitar que essa e tantas outras síndromes se multipliquem.