Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 20/11/2020

É inegável que, a sociedade está passando por muitas mudanças no mundo contemporâneo. Ademais isso não só está implicando em grande proporção na forma que as pessoas trabalham, tornando-as mais autônomas, mas também as exigências se tornam maiores dentro da empresa. Portanto, os sintomas da Síndrome de Burnout se tornam mais presentes ligados a vida profissional em forma de esgotamento físico e mental.

Em primeiro lugar, é importante ressaltar que os cidadãos estão em uma Sociedade do Cansaço, na qual a exaustão física é extremamente presente no dia a dia de muitas pessoas. Além disso, segundo o filósofo Byung-Chul Han, as pessoas estão buscando ter desempenho, tornado-se multitarefa.  Logo, isso pode se tornar cansativo e decepcionante para o trabalhador , pois gera uma autocobrança que acaba sobrecarregando-o e a partir deste ponto surge a Síndrome de Burnout.

Por conseguinte, pode-se mencionar também que, a partir de dados expostos pela OMS, a Síndrome de Burnout atinge cerca de 33 milhões de brasileiros, os quais em certas ocasiões não sabem como lidar com o problema, permanecendo nesse ciclo continuo de exaustão que, devido a isso impede as pessoas de raciocinar em uma solução, a qual apenas demanda de uma mudança de hábito, seja ela uma boa noite de sono ou a aquisição de um hobby. Dessa forma, se cria uma sobrecarga sobre o indivíduo, o que causa o esgotamento físico e mental.

Diante disso, percebe-se que o fato de os trabalhadores terem se tornado autônomos e autodidatas e, ainda, serem exigidos pelo chefe causa a Síndrome do Esgotamento. Nesse sentido, cabe à ISO (Organização Internacional de Normalização), por meio de debates entre os membros da Organização, elaborar uma nova norma que determine ações a serem tomadas pelos trabalhadores, afim de impedir o surgimento da Síndrome de Burnout.