Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 20/11/2020
Quando tudo falha
A Síndrome de Burnout, se caracteriza pelo estresse crônico vivenciado por profissionais que lidam de forma intensa e constante com dificuldades e problemas alheios, nas diversas situações de atendimento. O termo é de origem inglesa, composta por duas palavras: Burn que significa “queimar” e Out que quer dizer “fora”, “exterior”. Em tradução literal significa “queimar para fora” ou “consumir-se de dentro para fora”, podendo ser melhor compreendido como “combustão completa” que se inicia com os aspectos psicológicos e culmina em problemas físicos, comprometendo todo o desempenho da pessoa. Atualmente, o termo é utilizado por especialistas da saúde mental para designar um estado avançado de estresse, cuja causa é, exclusivamente, o ambiente de trabalho.
Profissionais das áreas de educação, saúde, assistência social, recursos humanos, agentes penitenciários, bombeiros, policiais e mulheres que enfrentam dupla jornada correm risco maior de desenvolver o transtorno. Dor de cabeça, enxaqueca, cansaço, sudorese, palpitação, pressão alta, dores musculares, insônia, crises de asma, distúrbios gastrintestinais são manifestações físicas que podem estar associadas à síndrome.
Atualmente há estudos indicando que estudantes do ensino médio vivenciam nesta fase experiências estressantes, como a escolha de qual profissão seguir e os preparativos para o vestibular e Enem, podem favorecer o desenvolvimento da Síndrome de Burnout. Outro fator que pode estar relacionado é o estilo de vida dos estudantes, os quais ficam muito tempo a frente de computadores, celulares e videogames, isso tudo aliado a falta de atividades físicas. Desportivas.
Em tempos de pandemia pelo Coronavirus, onde as aulas ocorrem de maneira virtual, estudantes e professores, estão apresentando esgotados físico e emocional. Aliado a essa sobrecarga, a falta de atividades e contatos físicos, favorecem ainda mais o desenvolvimento de Burnout. Então, só nos resta torcer para que a vacina venha rápido e que nosso estresse, se necessário, seja apenas pelas escolhas que precisamos fazer.