Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 21/11/2020

O importante filósofo grego Aristóteles afirmava que “ama-se mais o que se conquistou com mais trabalho”. A despeito da veracidade da assertiva, atualmente a humanidade está inserida na cultura da produtividade, articulada como estratégia de competição numa sociedade capitalista. À vista disso, a exposição a longos períodos de trabalho, pressões excessivas e convívio em ambientes competitivos, pode ocasionar um distúrbio psíquico denominado Síndrome de Burnout.

O também chamado esgotamento profissional foi primariamente descrito em 1974, pelo médico americano Freudenberger. Caracterizado pelo estresse crônico, estado de exaustão e tenção emocional, o transtorno reconhecido pela Organização Mundial da Saúde, é potencializado pela alta exigência do mercado de trabalho, submetendo os colaboradores ao cumprimento de demandas esgotantes de produção.

Estudos comprovam que aproximadamente 30% dos brasileiros desenvolveram esta síndrome, segundo a International Stress Management

Association. Dentre eles, estão profissionais que atuam sobre pressão, com grandes cargas de responsabilidade, ou que enfrentam grandes jornadas, bem como os trabalhadores compulsivos (no inglês, “workaholics”). Por vezes, em virtude da necessidade financeira, algumas famílias precisam enfrentar duplas jornadas de trabalho, cujo sustento implica a sobrecarga do indivíduo.

Diante do exposto, é fundamental a criação de projetos governamentais com o intuito de informar a população relativamente à Síndrome de Burnout como um distúrbio com necessidade de diagnóstico e acompanhamento psicoterapêutico. Como medida preventiva, cultivar hábitos saudáveis, incluindo atividades físicas e de lazer, e estabelecer um horário de descanso, ameniza a rotina de estresse. Em alguns casos investir em instrução e formação financeira, pode ser uma alternativa eficaz.