Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 20/11/2020

A ideia de que o homem é soberano sobre seu próprio corpo e mente, dada pelo filósofo John Stuart Mill, transmite uma concepção equivocada sobre o atual cenário parapsicológico da população brasileira. Sabe-se, porém, que as doenças mentais ocupam cada vez mais lugar, principalmente na vida de estudantes e trabalhadores da saúde, o que se caracteriza pelos chamados Síndrome de burnout, ou seja, a síndrome do esgotamento profissional. Nesse sentido, como se trata de saúde pública, é de extrema importância analisar essa situação para revertê-la.

Em uma primeira análise, a síndrome de burnout é caracterizada por um estado de tensão emocional e estresse crônico causado por condições exaustivas de trabalho. Nesse contexto, é fácil perceber sua relação com os profissionais de saúde: a falta de leitos, medicamentos e aparelhos necessários para uma assistência médica digna ao paciente torna a saúde pública hostil, destruindo a classe sanitária. Enquanto isso, o Brasil gasta em torno de R $ 3,89 por paciente todos os dias, segundo a ONG Contas Abertas, uma quantia absurda que culmina em 40% dos hospitais públicos sucateados, segundo o Ministério da Saúde. o sentimento de impotência desses profissionais, aliado ao intenso compromisso interpessoal, acarreta grande sobrecarga psicológica para eles.

Por conseguinte, o profissional da saúde acaba por virar paciente psíquico, travando uma luta interna para reencontrar seu equilíbrio, em contraste com o agonizante cenário dos hospitais e de sua impotência frente às pressões em que é acometido. Não por um acaso, a ideia de suicídio aparece, muitas vezes, como válvula de escape, decorrente da depressão. Nessa intempérie, o jornal O Globo mostrou que o médico está na quinta posição entre os profissionais que mais sofrem com transtornos mentais de comportamento, demonstrando a fragilidade humana em quem, em suma, é treinado para tratar de outrem.

Portanto, cabe ao Ministério da Saúde prestar auxílio mensal gratuito aos psicólogos, tanto de hospitais quanto de universidades que oferecem cursos de saúde, para reverter a síndrome de burnout nesses profissionais. Ao mesmo tempo, o Ministério da Fazenda deve destinar um maior percentual do Produto Interno Bruto à saúde, atendendo às necessidades dos hospitais em termos de leitos, medicamentos e equipamentos. Portanto, ao lidar com as causas e consequências, você pode descobrir que, na realidade, esses pacientes são soberanos sobre seu próprio corpo e mente.