Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 20/11/2020
Hoje em dia se fala muito no crescimento das doenças mentais. Depressão, estresse e dores de cabeça cada vez ganham mais espaço no vocabulário popular. Embora essas doenças já existam há muito tempo, elas ganham prevalência hoje em dia com o advento da internet e das comunicações.
Mas pouco se fala de uma doença tão grave: a síndrome de bournout. Bournout em inglês significa “esgotamento”, o que é o reflexo exato do principal sintoma. Ela se caracteriza por uma depressão profunda, seguida de fadiga e dores de cabeça fortes, sendo causada principalmente pelo estresse. Este pode vir de várias maneiras: esforço exagerado no trabalho, estudo ou no convívio social, demanda de metas impossíveis vinda da pessoa própria ou de outra e/ou um sentimento de impotência dentro das atividades pessoais, seja no emprego ou no lazer.
Fato é que estamos demandando cada vez mais de nós mesmos. Em nossas redes sociais vemos enormes exemplos de sucessos, enquanto nós nos inquietamos com o pouco que temos, tentamos chegar em um padrão impossível e nos esgotamos, perdendo a essência fundamental do trabalho que é o prazer, não a recompensa. Isso não quer dizer que as redes sociais são as culpadas. Mas estamos nos cobrando (e cobrando de outros) padrões e metas difíceis para nossas vidas, raramente cabíveis.
É necessário criar um senso de remanso e prazer nos afazeres desde o início da escolaridade. Ensinar que não é necessário se isolar dos prazeres da vida e da sociedade em busca de metas impossíveis, e ensinar desde cedo que há prazer no trabalho em si. Seria de maior proveito usar das instituições públicas de ensino e criar incentivos para a implementação nas privadas desde o conhecimento dos cargos maduros.