Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 20/11/2020

A revolução industrial foi um momento histórico ocorrido no século XVIII e XIX, começando na Inglaterra, ela veio com a proposta de produzir muito mais com a ajuda de máquinas. O grande problema vindo com essa inovação, é que os trabalhadores eram obrigados a dedicar inúmeras horas para esse serviço, onde começou  a surgir o esgotamento físico e mental ligado  ao trabalho, mais conhecido como síndrome de Burnout. Todos trabalham assim para conseguir mais dinheiro, o que não aconteceria se o salário mínimo no Brasil garantisse mais estabilidade.

Primeiramente, é preciso destacar os prejuízos produzidos por tal doença. A preocupação e a necessidade de trabalhar, (normalmente ocorrendo pela falta de dinheiro) ocasiona a ausência do indivíduo em sua casa, o que, entre outros danos, afeta seu relacionamento com sua família, assim como retratado na série de TV “todo mundo odeia o Cris”, onde o personagem principal, Cris, acaba se envolvendo em muitas confusões e por não conseguir pedir a ajuda de seu pai, por ele ter 2 empregos para sustentar a família.

Segundamente, é importante destacar que o fato das pessoas trabalharem mais que o saudável está ligado a falta de dinheiro. O salário mínimo no Brasil, que atualmente é 1.045 reais, é insuficiente para uma pessoa cuidar e administrar a sua casa, pois de acordo com o site “istoedinheiro”, o mínimo de ganho para se sustentar uma família de 4 pessoas é 4.366,51 reais, cerca de 4,18 vezes maior que o salário mínimo.

Pode-se concluir que, a síndrome de Burnout está ligada a carência de dinheiro, questão que pode e deve ser resolvida pelo governo através da criação de uma nova lei federal da qual o salário mínimo seria aumentado. O trabalho em menor escala com mais atenção, indiretamente produziria uma economia mais eficaz, pois de acordo com o filósofo francês Henri Bergson: A qualidade é a quantidade de amanhã.