Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 21/11/2020
Assim como qualquer coisa na vida, o excesso de trabalho não é diferente de outros excessos e faz mal à saúde. Cerca de trinta por cento dos trabalhadores brasileiros sofrem de fadiga, perda de energia, queda de motivação e consequentemente na produtividade, todos sintomas que podem ser ligados à Síndrome de Burnout. Essa síndrome está associada ao excesso de trabalho, e foi descrita nos anos 70 e desde então vem tornado-se mais conhecida e infelizmente mais comum.
Em primeiro plano, pode-se destacar que uma das principais características da síndrome é o estado de tensão emocional e estresse crônico provocado por condições de trabalho físicas, emocionais e psicológicas desgastantes. A síndrome se manifesta especialmente em pessoas cuja profissão exige envolvimento interpessoal direto e intenso. Profissionais da área de educação, saúde, assistência social, recursos humanos, agentes penitenciários, bombeiros, policiais e mulheres que enfrentam dupla jornada correm maior risco de desenvolver o transtorno, já que sua jornada de trabalho é longa e desgastante.
Já em segundo plano, deve-se apontar possíveis soluções, uma das mais comuns temos o uso de medicamentos, contudo, estudos realizados pelas faculdades de maior prestígio nos EUA e Europa indicam que a prática de atividades físicas podem surtir mais efeito que o uso de medicamentos, pois além de proporcionar melhora na saúde física, esta oportuniza ao trabalhador uma atividade fora do ambiente gerador da tensão e estresse.
Por fim, vê-se que esse problema atinge muitas pessoas, sem ligação alguma com classe social, raça, cor ou gênero. As Unidades Básicas de Saúde do Brasil oferecem ajuda gratuita as pessoas que apresentam os sintomas desse transtorno. Mas uma parte pequena da população conhece realmente essa doença. Campanhas de conscientização por parte governamental na mídia são necessárias e ajudariam grande parte da população a identificar os sintomas de forma mais precoce, procurando tratamento antes de chegar ao ponto de exaustão profissional.