Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 22/11/2020

Em um mundo cada vez mais globalizado, o esgotamento físico e mental na vida profissional é assustadoramente crescente. Longas jornadas de trabalho ainda persistem no século XXI, deixando de ser algo pretérito da Revolução Industrial do século XVIII. Além disso, existe a pressão constante dos superiores frente à responsabilidades excessivas dos profissionais para cumprimento de metas.

Em primeiro plano deve-se destacar que segundo a CLT(Consolidação Das Leis de Trabalho),as jornadas diária e semanal são de 8hs e 44hs respectivamente, o que em alguns casos têm seus limites extrapolados, como por exemplo as classes de caminhoneiros e mineradores. Isso deixa expresso que, provavelmente, para as classes mais afastadas dos centros urbanos há menos preocupação com os direitos dos trabalhadores.

Além disso, esses profissionais lidam com as mais diversas pressões diretas e indiretas, como a responsabilidade de cumprir contratos de entregas de mercadorias o mais rápido possível, pois assim terão o salário mais rápido e poderão retornar para casa e rever a família por alguns dias até voltar à rotina. No caso dos mineradores, os trabalhadores também passam longos períodos de dias nos minérios e quando terminam com suas metas estão liberados para descansarem nos alojamentos, e isso se repete até que se cumpra um contrato para então voltarem às suas famílias.

Portanto, esse retrocesso às condições de trabalho do século XVIII é inaceitável para que não haja esgotamento físico e mental na vida profissional hoje. Para isso, deve haver incentivo financeiro da União ao Ministério do Trabalho, juntamente com parceria entre trabalhadores e seus respectivos sindicatos, para que se possa reprimir tais indevidas práticas de trabalho com conscientização dos direitos trabalhistas aos trabalhadores e maior punição às instituições que descumpram as normas da CLT.