Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 21/11/2020
A Constituição do Brasil, promulgada em 1988, menciona que um ambiente de trabalho salutar é direito de todos. Percebe-se, porém, que não existe a plena concretização dessa garantia, principalmente no que concerne às medidas de prevenção da Síndrome de Burnout (esgotamento físico e mental relacionado ao trabalho). Nesse contexto, a questão se agrava não só pelo descaso de empresas, mas também por inércia estatal.
Em primeira análise, cabe ressaltar que a saúde dos funcionários não é uma preocupação de todas as entidades. Nesse sentido, segundo o portal G1, quase metade do público entrevistado afirma já ter vivenciado situações de sobrecarga profissional, o que agrava a Bournout e traz problemas como depressão, crises de pânico e hipertensão. Sob esse prisma, é inaceitável não tomar providências, como palestras nas organizações sobre as consequências da crescente exigência profissional, com o fito de enfatizar a importância dos momentos de descanso e, dessa forma, melhorar a qualidade de vida dos colaboradores.
Ademais, enfrenta-se, por vezes, a letargia do Estado. Nesse cenário, o economista britânico John Keynes afirmava que é dever estatal promover boas condições de trabalho e isso, hodiernamente, deve se refletir na criação de políticas públicas eficientes que monitorem se as empresas estão cumprindo leis de descanso remunerado e de jornada máxima laboral, a fim de evitar o esgotamento dos servidores e, assim, garantir que o cansaço não cause enfermidades. Sob essa ótica, não investir na área vai de encontro à proposta de Keynes, já que evidencia a displicência do Estado no tratamento de questões de cunho trabalhista.
Infere-se, portanto, que a Síndrome de Burnout é um entrave no país. Nessa conjuntura, cabe ao governo federal promover condições de trabalho adequadas aos cidadãos, por meio do incentivo a palestras em empresas e da fiscalização efetiva do cumprimento de normas trabalhistas, com o auxílio de gestores locais. Espera-se, assim, reduzir a sobrecarga e efetivar a garantia de um trabalho saudável prevista na Carta Magna.