Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 24/11/2020

A ideia de que o homem é sóbrio sobre seu próprio corpo e mente, dita pelo filósofo John Stuart Mill transmite uma visão incorreta sobre o cenário atual psíquico da população. Sabe-se portanto que as doenças psicológicas vem em um crescimento exponencial, o que caracteriza a Síndrome de Burnout, um distúrbio definido pelo estado de tensão emocional e estresse provocados por condições de trabalho desgastantes. Além dos sintomas que a própria doença pode causar, algumas manifestações físicas e outros problemas podem estar associados a essa síndrome.

Na primeira análise, uma Síndrome de Burnout identificou um estresse devastador, extremo e superior à capacidade pessoal de lidar com as questões do dia de modo eficiente relacionadas exclusivamente ao trabalho. Ademais os sintomas típicos dessa síndrome estão caracterizados como, ausências no trabalho, agressividade, isolamento, mudanças bruscas de humor, irritabilidade, dificuldade de concentração, ansiedade, depressão e pessimismo. Além disso, de acordo com uma pesquisa recente da International Stress Management Association (ISMA), o Brasil ocupa o segundo lugar no ranking mundial de trabalhadores mais estressados ​​do mundo, perdendo apenas para o Japão.

Outrossim é que manifestações físicas podem estar associadas à síndrome, como dores de cabeça, cansaço, pressão alta, palpitação, insônia e distúrbios gastrointestinais. Além de tudo, o consumo de álcool e outras drogas não são uma solução para afastar os problemas como ansiedade e depressão, ainda que, podem agravar a situação. Aliás, segundo uma pesquisa realizada na clínica Med-Rio check-up, o estresse crônico representa o principal fator de risco para a saúde dos trabalhadores após mais de 30 check-ups mil em observação observado-se que 50% usam álcool regularmente, 26 % tem insônia, 25% apresenta mudanças de gorduras sanguíneas, 19% tem hipertensão arterial e 16% recuperação de gastrite.

Portanto, segundo o filósofo Platão, o importante não é viver, mas viver bem. Dito isso, evidência-se a importância que a qualidade de vida tem, de modo que ultrapassa ao existir. Então, cabe ao Ministério da Saúde disponibilizar, mensalmente, um atendimento gratuito nos âmbitos de trabalho para os executivos, a fim de impedir a síndrome ou outros problemas relacionados a essa doença. Ainda, faz-se necessário a criação de reuniões e debates, para um melhor planejamento de redução de carga horária e organização em cada setor, para que assim, nenhum trabalhador fique sobrecarregado e desenvolva essas doenças.