Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 08/12/2020
O filósofo grego Aristóteles dizia que é necessário comer pouco e trabalhar muito para nos mantermos bem. Entretanto, essa premissa está constantemente sendo refutada na contemporaneidade, pois o surgimento de doenças psíquicas relacionadas ao ambiente laboral cresce exponencialmente. Nesse cenário, cabe ressaltar o esgotamento físico e mental do trabalhador, que originou a Síndrome de Burnout, uma realidade preocupante nos últimos anos e que está intimamente ligada ao avanço tecnológico.
Primeiramente, é importante explanar um pouco mais dessa enfermidade, visto que ela é causada especialmente pelo excesso de trabalho, e tem seus sintomas bem variados. Ademais, segundo a Organização mundial da saúde, a doença é muito presente no Brasil, afetando cerca de 33 milhões de pessoas, e é extremamente perigosa, pois pode evoluir inclusive para um quadro de depressão. Para o cenário nacional, é extremamente preocupante que as pessoas não estejam praticando o autocuidado, pois isso representa um sério déficit nas políticas públicas de saúde e, se não for tratado, continuará defasando a qualidade de vida do povo brasileiro nas próximas gerações.
Em segunda análise, o mundo inteiro foi reinventado após a Revolução tecnológica, que ocorreu no século XX e aumentou a importância da mão de obra qualificada. Com isso, a competição no ambiente laboral cresceu alucinadamente, e, por conseguinte, também aumentou a pressão para conseguir uma boa posição social, almejada por todos. Além disso, outro resultado desse processo histórico foi o avanço da comunicação, que hoje em dia possibilita um diálogo instantâneo entre empregador e empregado a qualquer hora do dia. Com isso, tem-se a perigosa falta sensação de constante disponibilidade, o que pode provocar a sensação de trabalhar muitas horas por dia além do permitido, inclusive no tempo em que o trabalhador deveria estar descansando.
Em suma, a síndrome de Burnout é uma doença relativamente recente, intensificada no século XX, e que precisa ser combatida imediatamente, pois é um perigo para a saúde pública. Para melhorar a saúde mental dos trabalhadores, reduzindo também os índices de esgotamento laboral, cabe ao governo incentivar a consciência da importância do autocuidado, por meio de palestras que incentivem o trabalhador a relaxar nas horas vagas e aprender a separar um tempo para o descanso. Essas palestras serão oferecidas online e gratuitamente, para que tenham a maior abrangência possível e, assim, melhore as condições de vida da população brasileira.