Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 26/11/2020

O filme “Um senhor estagiário” retrata a história de um idoso que começa a estagiar numa empresa de comércio virtual. Nesse contexto cinematográfico, a companhia obteve um sucesso exponencial em menos de um ano de funcionamento devido à completa dedicação da fundadora. Fora da ficção, o desgaste físico e psicológico advindo da vida profissional surge como uma consequência comum mediante o cenário de crise econômica no Brasil, o que prejudica o mercado de trabalho.

Em primeiro lugar, é fato que o âmbito empregatício brasileiro contemporâneo é desfavorável. Partindo desse pressuposto, segundo o IBGE(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2019  havia aproximadamente 13 milhões de brasileiros desempregados, o que consequentemente aumenta a valorização do emprego e a importância do bom desemprenho para mantê-lo. Nesse ínterim, as pessoas passam a viver em função do trabalho, a abdicar do lazer e da socialização, e esse excesso causa esgotamento físico e psicológico, de forma a ter a saúde prejudicada. Logo, a condição de desgaste profissional é reflexo da situação na qual se encontra o País.

Em segundo lugar, é indubitável que a Síndrome de Burnout preocupa todo o mercado de trabalho. Nessa conjuntura, devido ao esgotamento, o rendimento do indivíduo tende a diminuir, o que além de prejudicar a empresa, pode causar sua saída definitiva de determinado cargo e , por conseguinte, uma tendência à carência no mercado de trabalho, o qual necessita desses profissionais especializados. Dessa forma, no filme, o trabalho prejudica a vida pessoal da protagonista de tal forma que essa passa a não dar conta e quase sair do comando da empresa. Logo, o desgaste físico e mental dos funcionários interfere no funcionamento de toda a corporação.

Diante o exposto, torna-se evidente que o excesso de trabalho é nocivo tanto à instituição quanto aos funcionários. Então, é dever das empresas e instituições evitar que os servidores desenvolvam a Síndrome de Burnout, por meio da fiscalização dos serviços, de constantes conversas com os trabalhadores e de espaços de lazer e descanso no ambiente de trabalho, para que seja possível identificar potenciais cargas de trabalho e melhorar o que está sobrecarregando os cargos. Assim, os funcionários terão o máximo rendimento e o índice de desenvolvimento de transtornos ligados à vida profissional reduzido. Outrossim, cabe também ao Governo desenvolver alternativas para a crise econômica, com intuito de gerar mais emprego.