Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 26/11/2020

Na contexto mundial, estamos enfrentando uma pandemia ocasionada pelo surgimento do vírus COVID-19. Diante de tal situação, o home office tornou-se a realidade de grande parte dos trabalhadores, acarretando algumas consequências, como o excesso de tarefas a serem realizadas em um curto prazo. Ademais, sabe-se que esse problema ocasiona o esgotamento profissional. Nessa perspectiva, é preciso encontrar caminhos para se combater a exaustão física e mental ligada ao trabalho demasiado.

Em primeira análise, vale ressaltar a importância da conscientização das empresas para evitar a sobrecarga dos funcionários. Mediante o exposto, pode-se considerar que o cansaço excessivo tornou-se comum durante a Terceira Revolução Industrial, esse período foi marcado pela evolução científica informacional, o que possibilitou um acúmulo de tarefas devido ao modo de produção capitalista implantado desde aquela época. Diante disso, fica evidente que essa problemática é prejudicial ao indivíduo, visto que pode acarratar emoções negativas, como o estresse.

Em segunda análise, salienta-se que o atual cenário em que vivemos contribui para a persistência desse impasse. Baseado nisso, o jornalista e escritor Gilberto Dimenstein criou o conceito “Cidadania de Papel”, no qual propõe que a democracia implica no bom funcionamento dos direitos sociais, políticos e civis. Assim percebe-se que a rotina desgastantes de trabalho faz com que as pessoas não tenham tempo para atividades que proporcionem a diversão. Logo, compreende-se que o esgotamento profissional viola o direito ao lazer assegurado pela Constituição Federal de 1988.

Portanto, medidas devem ser fomentadas para resolver os problemas relacionados à exaustão no âmbito de trabalho. Para tanto, cabe ao Estado, em parceria com as empresas privadas, promover projetos nos espaços de trabalho, por meio da contratação de profissionais da saúde que possam auxiliar na preservação mental dos empregados e na promoção de atividades descontraídas, a fim de tornar o serviço mais agradável. Soma -se a isso, o papel do Ministério Público Federal em fiscalizar o cumprimento das leis para garantir os direitos trabalhistas. Somente assim reduziremos esse impasse.