Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 30/11/2020

Na série televisiva americana " The Office", no qual o cenário principal é o escritório de uma empresa de venda de papel, os funcionários e chefe convivem em um ambiente bem humorado e descontraído. No Entanto, o que se vê na prática é o contrário ao seriado, a intensa cobrança profissional por resultados e o desgaste físico e mental, bem como a falta de amparo do Estado, corrobora, ainda mais, para a perpetuação da Síndrome de Burnout.

A princípio, é válido pontuar que o indivíduo tenta maximizar seus resultados como forma de se destacar em seu meio. Nesse sentido, na obra " Sociedade do Cansaço", do filósofo coreano Byung Chul-Han, é dissertada que no cenário hodierno as pessoas estão cada vez mais buscando serem mais produtivas, tornando-se assim mais cansadas. Dessa forma, esse intenso estado de autocobrança desperta muitas consequências à saúde mental como depressão, como também fisiológicas como o cansaço crônico.

Ademais, é importante ressaltar a falta de presença do Estado para a amenização da Síndrome de Burnout. Sob essa perspectiva, Segundo o filósofo Hegel, o Estado é como um “pai” que deve cuidar de seus “filhos”. Nesse contexto, a falta de iniciativa governamental na aplicação de políticas públicas para atenuar esse quadro de profundo esgotamento profissional, eventualmente em longo prazo trará danos irreversíveis à saúde da população.

Depreende-se, portanto, a necessidade de atuação para a melhora da situação no que se refere a fadiga profissional. Assim, cabe ao Governo Federal - órgão responsável por promover políticas públicas, proporcionar rodas de discursões em empresas públicas e privadas, por meio de psicólogos para debater como melhorar o ambiente de trabalho e diminuir a intensa cobrança de resultados pessoalmente e externamente. Essa iniciativa teria a finalidade de provocar um menor desgaste físico e mental dos trabalhadores.